Tuesday, 26 May 2020

A BAD MAN WHO WANTED TO BE GOOD

“Remember me, Lord, when you come into your kingdom ...”
“Truly I tell you, today you will be with me in paradise.”
There has never been a stranger dialogue in the world, from the cross to cross, between two dying men.
“Remember me” - one who asks for only a bit of love amid a painful hell is not a bad man.
The intimately evil man curses his sufferings and their authors.
The stingy man asks for deliverance from the torments or acceleration of death.
The thief on the cross asks only for remembrance, a bit of love ...
He asks only for a bit of what was lacking to him which made him offend, made him delinquent, perverse, cruel ... a bit of love ...
Ever since he was little, he wanted to be good - but the society did it badly because they denied him comprehension and love ...
He took a false step - and the inhuman laws of men condemned him as an evildoer ...
The perverse environment of the jail induced to be bad to one who wanted to be good ...
And when he finished his sentence, he walked the world with the stigma of a criminal - and he never found among the “honest men” anyone who gave him a bit of love ...
He was dragged through difficult existence with his soul frozen ...
Only at the supreme hour of life, at the top of the gallows, did he finally find a man - his companion in torment ...
He met a man who believed more in the yearning of his soul than in the evils of his life ...
He met a man who loved him and wants good to him ...
And the “good thief” felt a warm aura of benevolence enveloping his icy soul ...
And through the seeming coldness of this look of love, he asked his fellow in suffering, to remember him ...
He did not ask for revenge for his enemies, he did not ask for relief in the agonizing pain - he asked for what was missing in his life and caused hell: a bit of love.
A remembrance only ...
A loving thought ...
A bit of friendship ...
“Remember me, when you enter your kingdom...”
And he succeeded in death, of a dying man, what in life he had never achieved from the living ...
And for what little he asked for, he received much that he had not dared to ask: “Truly I tell you, today you will be with me in paradise.”
On the heads of the hysterical multitude happens, then, from the cross to cross, between two dying men, a sincere, sacred, eternal friendship ...
The friendship between a divinely good man - and an evil man who wanted to be good, and from now on, good by the power of love ...
Between the Redeemer - and a redeemed man.

Tuesday, 12 May 2020

DIAS DE GRANDE PAZ

É o título do livro escrito por Mouni Sadhu, publicado no Brasil pela Editora Pensamento em 1954, a partir da primeira edição em Inglês, In Days of Great Peace - The Highest Yoga as Lived, de 1952.
Por vários anos, o autor se aprofundou nos ensinamentos de um dos maiores ascetas da Índia, e foi uma das melhores tentativas de um europeu, junto com Paul Brunton, a descrever sem detalhes técnicos, o que foram esses ensinamentos. O livro teve intensa repercussão entre os leitores brasileiros, pois revelou a vivência do autor com um dos mais respeitados homens santos da Índia, Sri Ramana Maharshi. Neste livro, Mouni Sadhu revela a experiência real de um homem desejoso de conhecer o significado e as influências de estar na presença física de um grande sábio, mas não tenta registrar nenhum de seus ensinamentos, apenas as palavras ditas, conhecimento e interpretações. O autor experienciou apenas sua vivência pessoal e as vibrações emanadas de Maharshi ... seu olhar, seus gestos, seu profundo silêncio, que era quebrado eventualmente, com palavras ditas que saiam da presença da Presença Divina que interagia em seu próprio ser, livre de todas as algemas do ego tirânico que prendem o homem profano.
Mouni Sadhu evitou usar termos técnicos de Yoga clássica, que poderiam confundir o leitor não familiarizado, pois para transmitir assuntos espirituais é necessário evitar sobrecarregar a mente, que desvia a atenção e a mensagem principal não é absorvida.
No prefácio, aqui transcrito em parte e com a finalidade de inspirar ainda mais a leitura de Dias de Grande Paz, o Dr. M. Hafiz Syed, um dos devotos de Maharishi,  afirma que a maior parte das pessoas não tem fé nos valores espirituais, pois para elas, a mente é tudo e a mente as leva para inúmeras reflexões e especulações. Alguns se dizem céticos, outros se orgulham de serem materialistas, porém, a Verdade é encoberta pela nossa ignorância e nós não a buscamos com a devida insistência. Tendo exercitado o nosso intelecto até o limite, pensamos não haver esperança para investigações e descobertas mais amplas. Quase todos os seres humanos espiritualmente maduros, indicaram o caminho, e ao segui-lo, podemos estar eventualmente livres de toda incerteza e compreender o sentido e a razão de ser da vida. Apontam o caminho, mas estabelecem requisitos definidos para alcança-lo.
O primeiro requisito é o desejo sério de beber da fonte da água da Vida, começando por auto investigação. Quando perguntado sobre esses requisitos, Maharishi disse: “Que o aspirante às coisas da Verdade deve ter o intenso e incessante anseio de liberta-se das misérias da vida e de obter suprema beatitude espiritual, e que não deve ter o menor desejo para outra coisa”.
O segundo, é o esforço incessante acompanhado da cuidadosa observância das regras de conduta e o cultivo das virtudes do desprendimento e do discernimento.
O terceiro, é a busca de um Mestre, uma seta no caminho que indique a direção. No entanto, a presença de um Mestre, apesar de importante marco nessa peregrinação ao mais alto, cumpre apenas o papel inicial. “Vós Sois Deuses”, advertiu o maior dos Mestres que a humanidade conheceu, pois o Mestre habita dentro de nós mesmos.
Mouni Sadhu parece ter preenchido todos os requisitos possíveis. Como aspirante sério, seguiu diversos métodos sobre a realização em Deus, de diversas escolas e finalmente encontrou seu Mestre. Assim, Maharishi, achando-o preparado, lhe concedeu a sua graça, erradicou a egoidade do discípulo (conforme afirma o próprio autor) e sedimentou seu Eu eterno e permanente.
De acordo com o Dr. Syed, existem duas espécies de fé racional na realidade da vida espiritual:
1)- a fé indireta, da qual temos referências dos aspirantes à Verdade, que tiveram a coragem, persistência e vontade de lutar e encontrar o espinhoso caminho do autoconhecimento e posterior auto-realização.
2)- a fé nascida da experiência direta, algo que não permite possibilidade de dúvida e nem negação.
Dias de Grande Paz, é uma preciosa evidência da fé indireta, a qual temos que investigar atentamente e verificar por nós mesmos, pois essas experiências foram redigidas com meticuloso cuidado.
Movido pelo sentimento de servir e pelo desejo de repartir com outros, experiências e convicções resultantes de seu conhecimento direto, ele concretizou pensamentos e sentimentos na forma deste livro inspirador e instrutivo. Os leitores interessados nessa mesma peregrinação, encontrarão a evidência de alguém que ultrapassou as praias da ilusão.
Dias de Grande Paz, representa uma das melhores obras de um escritor europeu para descrever sem qualquer técnica, em que consiste a meditação e da sua habilidade de levar ao êxtase, e a relação entre o discípulo e seu Mestre. Revela seus próprios estados espirituais e mentais, e comunica ao leitor seus conhecimentos. O livro compreende 50 pequenos capítulos mais o Epílogo e desenvolve-se quase todo em torno de anotações colhidas diariamente, e interessantes incidentes ocorridos com o autor. É sem dúvida um movimentado relato biográfico da convivência entre um discípulo e seu Mestre, onde o silêncio era a maior presença.
Dias de Grande Paz é um livro que se recomenda a todo estudioso sério das coisas mais profundas da Alma, além de uma viagem aos confins de um país que deixou um legado de grandes homens espirituais, onde o mais importante reside na mensagem que fica no leitor, convidando-o ao autoconhecimento e inevitável auto-realização ... em síntese, da ignorância para a sabedoria.
Devido a repercussão desse livro, os editores brasileiros convidaram Huberto Rohden para prefaciar a nova edição de 1954, o que resultou numa completa revisão e notas de rodapé, resultado que contribuiu ainda mais para garantir o preciosismo deste livro.
Segundo Rohden: este é, sem dúvida, um dos mais preciosos livros escritos por um homem que teve experiências profundas da realidade espiritual aos pés de um grande iniciado do século 20. O maior valor deste livro está em seu caráter de vivência genuína e imediata; o autor não tenta oferecer aos leitores algo que tenha pensado sobre Ramana Maharshi; não tenta sequer interpretar a seu modo a doutrina do Mestre. Não, ele simplesmente reflete, como um espelho fiel, o que sentiu, viveu, sofreu e saboreou, naqueles momentos de inefável e anônima benção, em profundo silêncio e total ego vacuidade, quando se achava sentado na penumbra do templo de Arunáchala, sem nada pensar nem querer, mas permitindo simplesmente que a invisível plenitude espiritual do Mestre fluísse da sua fonte cósmica e se derramasse espontaneamente nos canais do discípulo receptivo. Mouni Sadhu, nesses momentos eternos, deixava de ser ego-pensante, ego-vivente, ego-agente, e tornava-se Cosmo- pensado, Cosmo-vivido, Cosmo-agido, como se diz na linguagem da Filosofia Cósmica, embora o autor não se sirva destas palavras.
Sendo o autor, naquela época, ainda vivo, acrescentou à última edição do original inglês um capítulo novo intitulado “O Caminho Direto”, e cancelou o capítulo “Adyar”, que figurava em edições anteriores. Também a sequência de outros capítulos difere da ordem que os leitores brasileiros talvez conheçam. Mas o conteúdo do livro é sempre o mesmo, de fascinante autenticidade e vivência imediata da Realidade.
A presente edição em Português tem como base a mais recente versão inglesa.
Quanto à forma literária, fui convidado pelo atual editor a submeter o texto antigo a uma criteriosa revisão, trabalho que resultou em uma tradução quase inteiramente nova, de acordo com a última edição do original feita sob o patrocínio do autor.
Dias de Grande Paz pode ser o início de uma grande paz, de uma “paz que o mundo não pode dar”, para todo leitor que viva e assimile o seu conteúdo, em dias de profunda interiorização. O foco central do livro é o autoconhecimento, manifestado em auto-realização; é o ... “homem, conhece-te a ti mesmo”, quintessência da filosofia da Grécia; é o eterno “homem, torna-te dinamicamente o que és potencialmente”, que é o imperativo categórico da mística oriental e da psicologia ocidental. O alfa e ômega deste livro coincidem com a própria alma do Evangelho de Jesus, unificado nos “dois mandamentos em que consistem toda a lei e os profetas”, na sublime vertical do “primeiro e maior de todos os mandamentos” (autoconhecimento), e na vasta horizontal do “segundo mandamento” (auto-realização) — a mística revelada em ética.
A Humanidade debate-se num caos sem precedentes, procurando uma saída do labirinto dos seus problemas. Mas a única saída real, a única solução dos dolorosos problemas em que o homem se debate, é o que mais importa em todas as páginas deste livro: não é, em primeiro lugar, a reforma religiosa e social da humanidade, mas sim a conversão individual do homem. Enquanto o homem não fizer dentro de si mesmo o grande tratado de paz, da paz doméstica, social, nacional, internacional, não poderá haver paz fora dele. A história multimilenária da humanidade resume-se em guerras e armistícios — mas não a são verdadeira paz. Armistícios que culminam em guerra, guerra que termina em armistício — é este o eterno círculo vicioso da humanidade-ego, porque o homem-Eu não estabeleceu a verdadeira paz dentro de si mesmo, o definitivo tratado de paz entre o seu ego humano e o seu Eu divino; o homem não proclamou ainda a soberania da sua substância divina sobre as tiranias das circunstâncias humanas, e por isto a humanidade só conhece a “guerra fria” dos armistícios ou a “guerra quente” nos campos de batalha.
É necessário que o homem tenha a sinceridade de rezar a humilde confissão da própria culpa, que desperte em si o “príncipe da paz”, o seu Cristo interno, o seu Pai, a Luz do Mundo, o Reino de Deus, que sempre esteve nele, mas que o homem-ego não despertou nem conscientizou devidamente.
Culpa gera sofrimento, mas o sofrimento, devidamente reconhecido e aceito, pode ser o prelúdio da redenção.
A humanidade, violenta e sufocada pelo abuso do seu livre arbítrio, está sofrendo as consequências da sua própria culpa, e segundo o Evangelho e as profecias, é este apenas “o início das dores”; os videntes falam de horrores crescentes que culminarão com uma catástrofe sem precedentes ... O que não for ouro desaparecerá, e ouro é o autoconhecimento dos mestres: “amarás o Senhor teu Deus com toda a tua alma, com toda a tua mente, com todo o teu coração e com todas as tuas forças”; auto-realização é o resultado da ética transbordante na mística: “amarás o teu próximo como a ti mesmo”.
Dias de Grande Paz é um brado de alerta para a humanidade culpada e sofredora — e ao mesmo tempo um raio de esperança para a “nova humanidade remida”. O leitor que estudar as páginas deste livro atentamente sentirá a vitalidade eterna e a poderosa evidência dessas verdades profundas que a humanidade precisa hoje mais urgentemente do que nunca.
Oxalá o homem-ego de hoje seja o prelúdio do homem-Eu de amanhã!
E a verdade dará testemunho de si mesma.”
Nota:
Mouni Sadhu, cujo significado é Silencioso - Mouni, homem santo, Sadhu, monge, ou Monge Silencioso - é o pseudônimo de Mieczyslaw Demetriusz Sudowski, nascido em 1897, Varsóvia, Polônia, onde permaneceu até 1945, antes da segunda guerra mundial. Foi um estudioso de assuntos espirituais, místicos e esotéricos. Após deixar a Polônia, foi viver em Paris, e lá ganhou de presente, o livro A Índia Secreta, de Paul Brunton decidindo, assim, conhecer esse país; em 1949 passou convivendo com Maharishi. Mas antes dessa viagem, também viveu no Brasil, em Curitiba, Paraná, onde escreveu seu primeiro livro, “Quem Sou Eu?” de 1947. Em princípios de 1950, migrou para a Austrália, vivendo em Melbourne, dando continuidade a seus estudos e escrevendo livros, onde faleceu em 1971.

DÍAS DE GRAN PAZ

Es el título del libro escrito por Mouni Sadhu, publicado en Brasil por Editora Pensamento en 1954, de la primera edición en inglés, In Days of Great Peace - The Highest Yoga as Lived, de 1952.
Durante varios años, el autor profundizó en las enseñanzas de uno de los más grandes ascetas de la India, y fue uno de los mejores intentos de un europeo, junto con Paul Brunton, para describir sin detalles técnicos, cuáles eran esas enseñanzas. El libro tuvo una intensa repercusión entre los lectores brasileños, ya que reveló la experiencia del autor con uno de los santos más respetados de la India, Sri Ramana Maharshi. En este libro, Mouni Sadhu revela la experiencia real de un hombre dispuesto a conocer el significado y las influencias de estar en la presencia física de un gran sabio, pero no intenta registrar ninguna de sus enseñanzas, solo las palabras habladas, el conocimiento y las interpretaciones. El autor experimentó solo su experiencia personal y las vibraciones que emanaban de Maharshi ... su mirada, sus gestos, su profundo silencio, que finalmente se rompió, con palabras habladas que surgieron de la presencia de la Presencia Divina que interactuaba en su propio ser, libre de todos los grilletes del ego tiránico que unen al hombre profano.
Mouni Sadhu evitó el uso de términos técnicos del Yoga clásico, lo que podría confundir al lector no familiarizado, ya que para transmitir asuntos espirituales es necesario evitar sobrecargar la mente, lo que distrae la atención y el mensaje principal no se absorbe.
En el prefacio, transcrito aquí en parte y para inspirar aún más la lectura de Días de Gran Paz, el Dr. M. Hafiz Syed, uno de los devotos de Maharishi, dice que la mayoría de las personas no tienen fe en los valores espirituales porque para ellos, la mente lo es todo y la mente los lleva a innumerables reflexiones y especulaciones. Algunos dicen que son escépticos, otros se enorgullecen de ser materialistas, pero la Verdad está cubierta por nuestra ignorancia y no la buscamos con la debida insistencia. Habiendo ejercido nuestro intelecto al límite, creemos que no hay esperanza para investigaciones y descubrimientos más amplios. Casi todos los seres humanos espiritualmente maduros han mostrado el camino, y al seguirlo, eventualmente podemos estar libres de toda incertidumbre y comprender el significado y la razón de ser de la vida. Señalan el camino, pero establecen requisitos definidos para lograrlo.
El primer requisito es un deseo serio de beber de la fuente del agua de la Vida, comenzando con la auto investigación. Cuando se le preguntó acerca de estos requisitos, Maharishi dijo: “Que el aspirante a las cosas de la Verdad debe tener el anhelo intenso e incesante de liberarse de las miserias de la vida y obtener el dicho espiritual supremo, y que no debe desear nada más”.
El segundo es el esfuerzo incesante acompañado de una cuidadosa observancia de las reglas de conducta y el cultivo de las virtudes del desapego y el discernimiento.
El tercero es la búsqueda de un Maestro, una flecha en el camino que indica la dirección. Sin embargo, la presencia de un Maestro, a pesar de un hito importante en esta peregrinación a lo más alto, solo cumple el papel inicial. “Ustedes son dioses”, advirtió el más grande de los Maestros que la humanidad haya conocido, porque el Maestro habita dentro de nosotros mismos.
Mouni Sadhu parece haber cumplido todos los requisitos posibles. Como aspirante serio, siguió varios métodos sobre el cumplimiento en Dios, de diferentes escuelas y finalmente encontró a su Maestro. Así, Maharishi, al encontrarlo preparado, le otorgó su gracia, erradicó el egoísmo del discípulo (como afirma el autor) y consolidó su Yo esencial eterno y permanente.
Según el Dr. Syed, hay dos tipos de fe racional en la realidad de la vida espiritual:
1) - fe indirecta, de la cual tenemos referencias de aspirantes a la Verdad, que tuvieron el coraje, la persistencia y la voluntad de luchar y encontrar el camino espinoso del autoconocimiento y la posterior autorrealización.
2) - fe nacida de la experiencia directa, algo que no permite la posibilidad de duda o negación.
Días de Gran Paz, es una preciosa evidencia de fe indirecta, que tenemos que investigar cuidadosamente y verificar por nosotros mismos, ya que estas experiencias fueron escritas con meticuloso cuidado.
Movido por el sentimiento de servicio y el deseo de compartir con otros, experiencias y convicciones resultantes de su conocimiento directo, materializó pensamientos y sentimientos en la forma de este libro inspirador e instructivo. Los lectores interesados en esta misma peregrinación encontrarán evidencia de alguien que superó las playas de la ilusión.
Días de Gran Paz, representa una de las mejores obras de un escritor europeo para describir sin ninguna técnica, en qué consiste la meditación y su capacidad para conducir al éxtasis, y la relación entre el discípulo y su Maestro. Revela sus propios estados espirituales y mentales, y comunica su conocimiento al lector. El libro consta de 50 capítulos cortos más el Epílogo y se desarrolla casi en su totalidad en torno a las notas tomadas a diario, e interesantes incidentes que ocurrieron con el autor. Es, sin duda, un relato biográfico vivo de la interacción entre un discípulo y su Maestro, donde el silencio era la mayor presencia.
Días de Gran Paz es un libro que se recomienda a todos los estudiantes serios de las cosas más profundas del Alma, así como un viaje a los extremos de un país que dejó un legado de grandes hombres espirituales, donde lo más importante reside en el mensaje que permanece en el lector, invitando al autoconocimiento y la inevitable autorrealización ... en resumen, de la ignorancia a la sabiduría.
Debido a la repercusión de este libro, las editoriales brasileñas invitaron a Huberto Rohden a presentar la nueva edición de 1954, que resultó en una revisión completa y notas al pie, resultado que contribuyó a garantizar la preciosidad de este libro.
Según Rohden, “este es sin duda uno de los libros más preciados escritos por un hombre que tuvo experiencias profundas de la realidad espiritual a los pies de un gran iniciado del siglo 20. El mayor valor de este libro está en su carácter de experiencia genuina e inmediata; el autor no intenta ofrecer a los lectores nada de lo que haya pensado sobre Ramana Maharshi; Ni siquiera trata de interpretar la doctrina del Maestro a su manera. No, simplemente refleja, como un espejo fiel, lo que sintió, vivió, sufrió y probó, en esos momentos de bendición inefable y anónima, en profundo silencio y vacío total del ego, cuando estaba sentado en las sombras del templo de Arunachala, sin nada pensando o queriendo, pero simplemente permitiendo que la plenitud espiritual invisible del Maestro fluya desde su fuente cósmica y se vierta espontáneamente en los canales del discípulo receptivo. Mouni Sadhu, en estos momentos eternos, dejó de ser ego-pensante, ego-viviente, ego-actuado, y se convirtió en Cosmo-pensado, Cosmo-vivido, Cosmo-actuado, como se dice en el lenguaje de la Filosofía Cósmica, aunque el autor no use estas palabras.
Siendo el autor, en ese momento, todavía vivo, agregó a la última edición del original en inglés un nuevo capítulo titulado “El Sendero Directo”, y canceló el capítulo “Adyar”, que apareció en ediciones anteriores. La secuencia de otros capítulos también difiere del orden que los lectores brasileños pueden conocer. Pero el contenido del libro es siempre el mismo, con una autenticidad fascinante y una experiencia inmediata de la realidad.
En cuanto a la forma literaria, el editor actual me invitó a someter el texto antiguo a una revisión cuidadosa, un trabajo que resultó en una traducción casi completamente nueva, según la última edición del original realizada bajo el patrocinio del autor.
Días de Gran Paz pueden ser el comienzo de una gran paz, de una “paz que el mundo no puede dar”, para cada lector que vive y asimila su contenido, en días de profunda interiorización. El enfoque central del libro es el autoconocimiento, manifestado en la autorrealización; es el ... “hombre, conócete a ti mismo”, quintaesencia de la filosofía griega; es el eterno “hombre, convertido dinámicamente en lo que potencialmente eres”, que es el imperativo categórico de la mística oriental y la psicología occidental. El alfa y omega de este libro coinciden con el alma misma del Evangelio de Jesús, unificada en “los dos mandamientos en los que consisten toda la ley y los profetas”, en la vertical sublime del “primer y más grande de todos los mandamientos” (autoconocimiento), y en el vasto horizontal del “segundo mandamiento” (autorrealización) - la mística revelada en la ética.
La humanidad lucha en un caos sin precedentes, buscando una salida al laberinto de sus problemas. Pero la única salida real, la única solución a los problemas dolorosos en los que lucha el hombre, es lo que más importa en cada página de este libro: no es, en primer lugar, la reforma religiosa y social de la humanidad, sino la conversión individual del hombre. Mientras el hombre no haga dentro de sí el gran tratado de paz, de paz doméstica, social, nacional e internacional, no puede haber paz fuera de él. La historia de la humanidad de varios siglos se resume en guerras y armisticios, pero no son la verdadera paz. Armisticio que culmina en guerra, guerra que termina en armisticio: este es el círculo vicioso eterno de la humanidad-ego, porque el hombre no estableció la verdadera paz dentro de sí mismo, el tratado de paz definitivo entre su ego humano y el su Yo esencial divino; el hombre aún no ha proclamado la soberanía de su sustancia divina sobre las tiranías de las circunstancias humanas, y por esta razón la humanidad solo conoce la “guerra fría” de los armisticios o la “guerra caliente” en los campos de batalla.
Es necesario que el hombre tenga la sinceridad para rezar la humilde confesión de su propia culpa, que despierta en él al “príncipe de paz”, su Cristo interno, su Padre, la Luz del Mundo, el Reino de Dios, que siempre ha sido en él, pero que el hombre-ego no despertó ni concientizó adecuadamente.
La culpa genera sufrimiento, pero el sufrimiento, debidamente reconocido y aceptado, puede ser el preludio de la redención.
La humanidad, violenta y sofocada por el abuso de su libre albedrío, está sufriendo las consecuencias de su propia culpa, y según el Evangelio y las profecías, esto es solo “el comienzo del dolor”; los videntes hablan de horrores crecientes que culminarán en una catástrofe sin precedentes ... Lo que no es oro desaparecerá, y el oro es el autoconocimiento de los maestros: “amarás al Señor tu Dios con toda tu alma, con toda tu mente, con todo tu corazón y con todas tus fuerzas”; la autorrealización es el resultado de una ética desbordada en la mística: “amarás a tu prójimo como a ti mismo”.
Días de Gran Paz es un grito de advertencia para la humanidad culpable y sufriente, y al mismo tiempo un rayo de esperanza para la “nueva humanidad redimida”. El lector que estudie atentamente las páginas de este libro sentirá la vitalidad eterna y la poderosa evidencia de estas profundas verdades que la humanidad necesita hoy con más urgencia que nunca.
¡Que el hombre-ego de hoy sea el preludio del hombre-Yo de mañana!
Y la verdad dará testimonio de sí misma”.
Nota:
Mouni Sadhu, cuyo significado es Silencioso - Mouni, hombre santo, Sadhu, monje o Monje Silencioso - es el seudónimo de Mieczyslaw Demetriusz Sudowski, nacido en 1897, Varsovia, Polonia, donde permaneció hasta 1945, antes de la Segunda Guerra Mundial. Fue un erudito en temas espirituales, místicos y esotéricos. Después de salir de Polonia, se fue a vivir a París, donde le regalaron el libro “A Search in Secret India”, de Paul Brunton, por lo que decidió visitar este país; en 1949 vivió con Maharishi. Pero antes de ese viaje, también vivío en Brasil, en Curitiba, Paraná, donde escribió su primer libro, “Quem Sou Eu?”, en 1947. A principios de 1950, emigró a Australia, viviendo en Melbourne, continuando sus estudios y escribiendo libros, donde murió en 1971.

IN DAYS OF GREAT PEACE

It is the title of the book written by Mouni Sadhu, published in Brazil by Editora Pensamento in 1954, from the first English edition, In Days of Great Peace - The Highest Yoga as Lived, of 1952.
For several years, the author delved into the teachings of one of India's greatest ascetics, and it was one of the best attempts by a European, along with Paul Brunton, to describe without technical details, what those teachings were. The book had an intense repercussion among Brazilian readers, as it reveals the author's experience with one of the most respected holy men in India, Sri Ramana Maharshi. In this book, Mouni Sadhu reveals the real experience of a man willing to know the meaning and influences of being in the physical presence of a great sage but does not try to record any of his teachings, only the spoken words, knowledge and interpretations. The author experienced only his personal experience and the vibrations emanating from Maharshi ... his gaze, his gestures, his deep silence, which was eventually broken, with spoken words that came out of the presence of the Divine Presence that interacted in his being, free from all the shackles of the tyrannical ego that binds the profane man.
Mouni Sadhu avoided using technical terms of classical Yoga, which could confuse the unfamiliar reader, as to convey spiritual matters it is necessary to avoid overloading the mind, which distracts attention and the main message is not absorbed.
In the preface, transcribed here in part and to further inspire the reading of In Days of Great Peace, Dr M. Hafiz Syed, one of Maharishi's devotees, says that most people have no faith in spiritual values because for them, the mind is everything and the mind takes them to countless reflections and speculations. Some say they are sceptical; others pride themselves on being materialistic, but the Truth is covered up by our ignorance and we do not seek it with due insistence. Having exercised our intellect to the limit, we think there is no hope for broader investigations and discoveries. Almost all spiritually mature human beings have shown the path, and by following it, we can eventually be free of all uncertainty and comprehend the meaning and raison d'être of life. They point the path but establish defined requirements to achieve it.
The first requirement is a serious desire to drink from the source of the water of Life, beginning with self-investigation. When asked about these requirements, Maharishi said: “That the aspirant to the things of Truth must have the intense and incessant yearning to be freed from the miseries of life and to obtain supreme spiritual bliss, and that he must have no desire for anything else.”
The second is the unremitting effort accompanied by careful observance of the rules of conduct and the cultivation of the virtues of detachment and discernment.
The third is the search for a Master, an arrow in the path that indicates the direction. However, the presence of a Master, despite being an important milestone in this pilgrimage to the highest, fulfils only the initial role. “You are Gods”, warned the greatest of the Masters that mankind knew, for the Master, dwells within our inner being.
Mouni Sadhu seems to have met all possible requirements. As a serious aspirant, he followed several methods on the realization in God, from different schools and finally found his Master. Thus, Maharishi, finding him prepared, granted his grace eradicating the selfishness of the disciple (as the author himself affirms) and consolidated his eternal and permanent Self.
According to Dr Syed, there are two kinds of rational faith in the reality of spiritual life:
1) - indirect faith, of which we have references from aspirants to the Truth, who had the courage, persistence and willingness to fight and find the thorny path of self-knowledge and subsequent self-realization.
2) - faith born of direct experience, something that does not allow the possibility of doubt or denial.
In Days of Great Peace, is a precious evidence of indirect faith, which we have to investigate carefully and verify for ourselves, as these experiences were written with meticulous care.
Moved by the feeling of serving and the desire to share with others, experiences and convictions resulting from his direct knowledge, he materialized thoughts and feelings in the form of this inspiring and instructive book. Readers interested in the same pilgrimage will find evidence of someone who has crossed the shores of illusion.
In Days of Great Peace, represents one of the best works of a European writer to describe without any technique, what consists of meditation and its ability to lead to ecstasy, and the relationship between the disciple and his Master. Reveals the spiritual and mental states of the author, and communicates his knowledge to the reader. The book comprises 50 short chapters plus the Epilogue and is developed almost entirely around notes taken daily, with interesting incidents that occurred with the author. It is undoubtedly a moving biographical account of the interaction between a disciple and his Master, where silence was the greatest presence.
In Days of Great Peace is a book recommended to every serious student of the deepest things of the Soul, as well as a trip to a country that left a legacy of great spiritual men, where the most important lies in the message that remains in the reader, inviting it to self-knowledge and inevitable self-realization ... in short, from ignorance to wisdom.
Due to the repercussion of this book, Brazilian publishers invited Huberto Rohden to preface the new edition of 1954, which resulted in a complete revision and footnotes, a result that further contributed to guarantee the preciousness of this book.
According to Rohden, “This is undoubtedly one of the most precious books written by a man who had profound experiences of spiritual reality at the feet of a great initiated of the 20th century. The greatest value of this book is in its character of genuine and immediate experience; the author does not attempt to offer readers anything he has thought about Ramana Maharshi; he does not even try to interpret the Master's doctrine in his way. No, he simply reflects, like a faithful mirror, what he felt, lived, suffered and savoured, in those moments of ineffable and anonymous bliss, in deep silence and total ego emptiness, when he was sitting in the shadows of the temple of Arunachala, with nothing thinking or wanting, but simply allowing the invisible spiritual plenitude of the Master to flow from his cosmic source and spontaneously pour into the receptive disciple's channels. Mouni Sadhu, in these eternal moments, ceased to be ego-thought, ego-lived, ego-acted and became Cosmo-thought, Cosmo-lived, Cosmo-acted, as it is said in the language of Cosmic Philosophy, although the author does not use these words.
Being the author, at that time, still alive, he added to the last edition of the English original a new chapter entitled “The Direct Path”, and cancelled the chapter “Adyar”, which appeared in previous editions. The sequence of other chapters also differs from the order that Brazilian readers may know. But the content of the book is always the same, with fascinating authenticity and immediate experience of the Reality.
As for the literary form, I was invited by the current editor to submit the old text to a careful review, a work that resulted in an almost entirely new translation, according to the last edition of the original done under the sponsorship of the author.
In Days of Great Peace can be the beginning of great peace, of a “peace that the world cannot give”, for every reader who lives and assimilates its content, in days of deep interiorization. The central focus of the book is self-knowledge, manifested in self-realization; it is the ... “man, know thyself”, the quintessence of Greek philosophy; it is the eternal “man, dynamically become what you potentially are”, which is the categorical imperative of eastern mystique and western psychology. The alpha and omega of this book coincide with the very soul of the Gospel of Jesus, unified in the “two commandments in which all the law and the prophets consist”, in the sublime vertical of the “first and greatest of all commandments” (self-knowledge), and in the vast horizontal of the “second commandment” (self-realization) - the mystique revealed in ethics.
Humanity struggles in unprecedented chaos, looking for a way out of the labyrinth of its problems. But the only real way out, the only solution to the painful problems in which man struggles, is what matters most in every page of this book: it is not, first of all, the religious and social reform of humanity, but the conversion of the individual. As long as man does not make within himself the great peace treaty, of domestic, social, national, international peace, there cannot be peace outside him. The multi-century history of humanity is summed up in wars and armistices - but they are not true peace. The armistice that culminates in war, a war that ends in an armistice - this is the eternal vicious circle of humanity-ego because the man-Self did not establish true peace within himself, the definitive peace treaty between his human ego and his divine Self; man has not yet proclaimed the sovereignty of his divine substance over the tyrannies of human circumstances, and for this reason, humanity only knows the “cold war” of the armistices or the real war, the “hot war” on battlefields.
Man must have the sincerity to pray the humble confession of his guilt, which awakens in him the “prince of peace”, his inner Christ, his Father, the Light of the World, the Kingdom of God, which has always been in him, but that the man-ego did not properly awaken or raise consciousness.
Guilt breeds suffering, however, the suffering properly recognized and accepted can be the prelude to redemption.
Humanity, violent and suffocated by the abuse of its free will is suffering the consequences of its guilt, and according to the seers, this is only “the beginning of the pain”; they speak of increasing horrors that will culminate in an unprecedented catastrophe ... What is not gold will disappear, and gold is the self-knowledge of the masters: “you will love the Lord your God with all your soul, with all your mind, with all your heart and with all your strength”; self-realization is the result of ethics overflowing in mystique: “you will love your neighbour as yourself”.
In Days of Great Peace is a wake-up call for the guilty and suffering humanity - and at the same time a ray of hope for the “new redeemed humanity”. The reader who studies the pages of this book attentively will feel the eternal vitality and powerful evidence of these profound truths that humanity needs today more urgently than ever.
May the man-ego of today be the prelude to the man-Self of tomorrow!
And the truth will bear witness to itself.”
Note:
Mouni Sadhu, whose meaning is Silent - Mouni, holy man, Sadhu, monk, or Silent Monk - is the pseudonym of Mieczyslaw Demetriusz Sudowski, born in Warsaw in 1897, Poland, where he remained until 1945, before the Second World War. He was a scholar of spiritual, mystical and esoteric subjects. After leaving Poland, he settled in Paris, where he received the book “A Search in Secret India”, by Paul Brunton deciding to visit this country; in 1949 he lived with Maharishi. But before that trip, he also lived in Brazil, in Curitiba city, Paraná state, where he wrote his first book, “Quem Sou Eu?” (Who Am I?), in 1947. In early 1950, he migrated to Australia, living in Melbourne, continuing his studies and writing books, where he died in 1971.
Readers interested in learning more about Maharshi's teachings, Mouni Sadhu guides the reading of: “Life and Teachings of Sri Ramana Maharshi”, by Narasimha Swami and “Maharshi’s Gospel”, which were revised by the Maharshi himself.

Monday, 4 May 2020

PEREGRINAÇÃO ASCENSIONAL

Um homem pode ser profundamente religioso sem se envolver com nenhum dogma religioso imutável, sendo que a religião e a moral consistem unicamente no fato do homem se guiar pela verdade mais alta acessível a ele, e no estado evolutivo em que se encontra. Nesse sentido, Benedito de Espinosa, um dos mais célebres racionalistas e filósofos do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, já negava que havia a necessidade de seguir dogmas, rituais e observâncias imutáveis para guiar o homem com segurança na sua peregrinação ascensional rumo ao encontro de Deus. Sendo judeu de origem portuguesa, acabou sendo expulso da sinagoga de Israel por divergir da ideologia judaica. Espinosa foi considerado por outros grandes pensadores, “o homem que teve a mais profunda visão de Deus,” e um “homem inebriado de Deus.”
O mal ou pecado só existem porque o homem se deixa vencer por tendências e hábitos inferiores, que não correspondem aos objetivos superiores determinados pela creação, enquanto potencialidade para se desenvolver e atingir auto-realização. Para que o homem seja eticamente bom basta que ele se guie por aquilo que para ele é o mais superior, objetivamente. Assim, por exemplo, para o tempo de Moises, no ambiente do povo de Israel, a lei do “talião”, da retaliação, do “olho por olho, dente por dente” era a forma mais alta de ética que esse povo podia conceber, porque eles viviam num tempo em que a vingança ilimitada era a regra geral; posteriormente, a vingança ficou rigorosamente limitada à ofensa (que é raramente observada nos dias de hoje). Isso foi um grande avanço na estrada da evolução ética desse povo, embora, à luz das doutrinas de Jesus, a vingança é considerada como algo imoral.
Consequentemente, uma mesma norma pode ser boa para um certo estágio evolutivo, e pode ser má para um estágio superior. Entretanto, esse inevitável “relativismo” da norma de moralidade não é “arbitrário”, subordinado ao mero capricho do homem; e também não é absoluta, mas “relativamente absoluta” para cada estágio do conhecimento humano, porque o homem se guia pelo que conhece de momento, do que de melhor pode conceber. Em outras palavras, o homem espiritualmente infantil, bebe do leite que lhe foi fornecido para se alimentar, age e tem a sua moral e ética, de acordo com esse incipiente alimento recebido. Entretanto, o homem formado na Universidade do Espírito, digere comida sólida, tendo como base de comportamento, uma visão superior da realidade.
O velho adágio filosófico, “o recebido está no recipiente segundo a capacidade do recipiente” ilustra bem essa verdade. Todo o finito recebe do Infinito aquilo que lhe corresponde na maior ou menor medida da sua finitude. Se a capacidade do finito for igual a 10, o recipiente receberá 10; se for igual a 50, receberá 50; se for igual a 100, receberá 100. Quem vai ao oceano com um copo, encherá um copo de água; quem vai com um litro encherá um litro; quem vai com um balde, encherá um balde - não por causa do oceano, mas por causa da capacidade do copo, do litro e do balde.
Espinosa achava que o homem genuinamente religioso não deve se preocupar com a salvação de sua alma. Certa vez, uma senhora católica de Amsterdam, que sofria de ansiedade de consciência sobre sua eterna salvação, pediu conselhos ao filósofo judeu, que lhe respondeu, que ela deveria ficar na realidade em que estava e que não se preocupasse com a sorte de sua alma depois da morte física, mas que colocasse todo seu empenho em sintonizar a sua vontade humana com a vontade de Deus, porque o resto viria por si mesmo e não podia deixar de ser bom.
Albert Einstein, esse universal visionário, cientista e místico, considerou Espinosa como o filósofo que mais influenciou sua filosofia de vida. Espinosa igualou Deus (substância infinita) à Natureza, consistente com a crença de Einstein numa divindade impessoal. Em 1929, Einstein foi perguntado pelo rabino Herbert S. Goldstein se ele acreditava em Deus. Einstein respondeu: “Acredito no Deus de Espinosa que se revela na harmonia ordenada do que existe, não em um Deus que se preocupa com os destinos e ações dos seres humanos”. Entre outros, o pensamento de Espinosa influenciou a vida e os trabalhos de Goethe e do escritor argentino Jorge Luís Borges; os conceitos de Arthur Schopenhauer, Friedrich Nietzsche e Henri Bergson. Inspirou o pensador inglês Samuel Taylor Coleridge, bem como os poetas William Wordsworth e Shelley.
O monumento erigido em homenagem a Spinoza em Haia, teve o seguinte comentário de Joseph Ernest Renan, filósofo, teólogo, filólogo e historiador francês, em 1882: “Maldição sobre o passante que insultar essa suave cabeça pensativa. Será punido como todas as almas vulgares são punidas — pela sua própria vulgaridade e pela inabilidade de conceber o que é divino. Este homem, do seu pedestal de granito, apontará a todos o caminho da bem-aventurança por ele encontrado; e por todos os tempos o homem culto que por aqui passar dirá em seu coração: Foi quem teve a mais profunda visão de Deus.”
Texto revisado em parte, extraído do livro A Filosofia Contemporânea, volume II

PEREGRINACIÓN ASCENSIONAL

Un hombre puede ser profundamente religioso sin involucrarse en ningún dogma religioso inmutable, ya que la religión y la moral consisten únicamente en el hecho de que el hombre se guía por la verdad más elevada accesible para él y en el estado evolutivo en el que se encuentra. En este sentido, Benedito de Espinosa, uno de los racionalistas y filósofos más célebres del siglo XVII dentro de la llamada Filosofía Moderna, ya negaba que fuera necesario seguir dogmas, rituales y observancias inmutables para guiar al hombre de manera segura en su peregrinación de ascensión hacia el encuentro de Dios. Siendo judío de origen portugués, terminó siendo expulsado de la sinagoga de Israel por divergir de la ideología judía. Espinosa fue considerado por otros grandes pensadores, “el hombre que tenía la visión más profunda de Dios” y “un hombre intoxicado de Dio”.
El mal o el pecado solo existen porque el hombre se deja vencer por tendencias y hábitos inferiores, que no corresponden a los objetivos superiores determinados por la creación, como un potencial para desarrollarse y alcanzar la autorrealización. Para que el hombre sea éticamente bueno, es suficiente que se guíe por lo que es más superior, objetivamente. Así, por ejemplo, para la época de Moisés, en el entorno del pueblo de Israel, la ley de represalia, de “ojo por ojo, diente por diente” era la forma más elevada de ética que estas personas podían concebir, porque vivieron en una época en que la venganza ilimitada era la regla general; posteriormente, la venganza se limitó estrictamente a la ofensa (que rara vez se observa hoy). Este fue un gran paso adelante en el camino de la evolución ética de este pueblo, aunque, a la luz de las doctrinas de Jesús, la venganza se considera algo inmoral.
En consecuencia, la misma norma puede ser buena para una determinada etapa evolutiva, y puede ser mala para una etapa superior. Sin embargo, este inevitable “relativismo” de la norma de la moral no es “arbitrario”, subordinado al mero capricho del hombre; y tampoco es absoluto, sino “relativamente absoluto” para cada etapa del conocimiento humano, porque el hombre se guía por lo que sabe en este momento, de lo que puede concebir mejor. En otras palabras, el hombre espiritualmente infantil, bebe la leche que se le proporcionó para alimentar, actúa y tiene su moral y ética, de acuerdo con este incipiente alimento recibido. Sin embargo, el hombre graduado de la Universidad del Espíritu, digiere alimentos sólidos, teniendo como base de comportamiento, una visión superior de la realidad.
El viejo adagio filosófico, "lo que se recibe está en el receptor de acuerdo con la capacidad del receptor" ilustra bien esta verdad. Todo finito recibe del Infinito lo que corresponde a la mayor o menor extensión de su finitud. Si la capacidad finita es igual a 10, el contenedor recibirá 10; si es igual a 50, recibirá 50; si es igual a 100, recibirá 100. Quien vaya al océano con un vaso, llenará un vaso de agua; el que vaya con un litro lo llenará; quien vaya con un balde llenará un balde, no por el océano, sino por la capacidad del vaso, el litro y el balde.
Espinosa pensó que el hombre genuinamente religioso no debería preocuparse por la salvación de su alma. Una vez, una dama católica de Ámsterdam, que sufría de ansiedad de conciencia sobre su salvación eterna, le pidió consejo al filósofo judío, quien respondió que debía permanecer en la realidad en la que se encontraba y que no debía preocuparse por el destino de su alma. después de la muerte física, pero que puso todos sus esfuerzos en alinear su voluntad humana con la voluntad de Dios, porque el resto vendría solo y no podría evitar ser bueno.
Albert Einstein, este visionario universal, científico y místico, consideró a Espinosa como el filósofo que más influyó en su filosofía de vida. Spinoza equiparó a Dios (sustancia infinita) con la Naturaleza, de acuerdo con la creencia de Einstein en una deidad impersonal. En 1929, el rabino Herbert S. Goldstein le preguntó a Einstein si creía en Dios. Einstein respondió: “Creo en el Dios de Espinosa que se revela en la armonía ordenada de lo que existe, no en un Dios que se preocupa por los destinos y las acciones de los seres humanos”. Entre otros, el pensamiento de Espinosa influyó en la vida y obra de Goethe y del escritor argentino Jorge Luís Borges; Los conceptos de Arthur Schopenhauer, Friedrich Nietzsche y Henri Bergson. Inspiró al pensador inglés Samuel Taylor Coleridge, así como a los poetas William Wordsworth y Shelley.
El monumento erigido en honor a Spinoza en La Haya, recibió el siguiente comentario de Joseph Ernest Renan, un filósofo, teólogo, filólogo e historiador francés, en 1882: “Maldición al transeúnte que insulta a esta cabeza suave y reflexiva. Serás castigado como todas las almas ordinarias son castigadas, por su propia vulgaridad y por su incapacidad para concebir lo que es divino. Este hombre, desde su pedestal de granito, les indicará a todos el camino de la felicidad que encontró; y para todos los tiempos, el hombre sabio que pasará por aquí dirá en su corazón: Él fue quien tuvo la visión más profunda de Dios”.

ASCENSIONAL PILGRIMAGE

A man can be deeply religious without engaging in any immutable religious dogma since religion and morals consist solely of the fact that man is guided by the highest truth accessible to him, and in the evolutionary stage in which he finds himself. In this sense, Baruch Spinoza, one of the most celebrated rationalists and philosophers of the seventeenth century within the so-called Modern Philosophy, already denied that there was a need to follow dogmas, rituals and immutable observances to guide man safely in his ascensional pilgrimage towards the encounter with God. Being a Jew of Portuguese origin, he ended up being expelled from the synagogue of Israel for diverging from Jewish ideology. Espinosa was considered by other great thinkers, “the man who had the most profound vision of God” and “an inebriated man of God.”
Evil or sin only exists because man allows himself to be overcome by inferior tendencies and habits, which do not correspond to the higher goals determined by creation, as a potential to develop and achieve self-realization. For a man to be ethically good, it is enough that he be guided by what is the most superior, objectively. So, for example, for the time of Moses, in the environment of the people of Israel, the law of “talion” (retaliation), of “an eye for an eye, a tooth for a tooth” was the highest form of ethics that these people could conceive, because they lived in a time when unlimited revenge was the general rule; subsequently, revenge was strictly limited to the offence (which is rarely observed today). This was a great step forward on the path of the ethical evolution of these people, although, in the light of Jesus' doctrines, revenge is regarded as something immoral.
Consequently, the same norm can be good for a certain evolutionary stage, and it can be bad for a higher one. However, this inevitable “relativism” of the norm of morality is not “arbitrary”, subordinated to the mere caprice of man; and it is also not absolute, but “relatively absolute” for each stage of human knowledge, because man is guided by what he knows at the moment, of what he can best conceive. In other words, the spiritually infantile man drinks the milk that was provided for him to feed, acts and has his morals and ethics, according to this incipient food received. However, the man trained in the University of the Spirit, digests solid food, having as a basis of behaviour, a superior view of reality.
The old philosophical adage, “what is received is in the recipient according to the recipient's capacity” illustrates this truth well. Every finite receives from the Infinite what it corresponds to the greatest or least extent of its finitude. If the finite capacity is equal to 10, the container will receive 10; if it is equal to 50, it will receive 50; if it is equal to 100, it will receive 100. Whoever goes to the ocean with a cup will fill a cup of water; whoever goes with a litre will fill a litre; whoever goes with a bucket will fill a bucket - not because of the ocean, but because of the capacity of the cup, the litre and the bucket.
Espinosa thought that the genuinely religious man should not concern himself with the salvation of his soul. Once, a Catholic lady from Amsterdam, who suffered from anxiety of conscience about her eternal salvation asked the Jewish philosopher for advice, who replied, that she should stay in the reality she was in and that she should not worry about the fate of her soul after physical death, but to put all her efforts into aligning her human will with the will of God because the rest would come by itself and could not help being good.
Albert Einstein, this universal visionary, scientist and mystic, considered Espinosa as the philosopher who most influenced his philosophy of life. Spinoza equated God (infinite substance) with Nature, consistent with Einstein's belief in an impersonal deity. In 1929, Einstein was asked by Rabbi Herbert S. Goldstein if he believed in God. Einstein replied: “I believe in Espinosa's God who reveals itself in the orderly harmony of what exists, not in a God who cares about the destinies and actions of human beings.” Among others, Espinosa's thinking influenced the life and work of Goethe and Argentine writer Jorge Luís Borges, the concepts of Arthur Schopenhauer, Friedrich Nietzsche and Henri Bergson inspired the English thinker Samuel Taylor Coleridge, as well as the poets William Wordsworth and Shelley.
The monument erected in honour of Spinoza in The Hague had the following commentary by Joseph Ernest Renan, a French philosopher, theologian, philologist and historian, in 1882: “Curse on the passer-by who insults this soft thoughtful head. It will be punished as all ordinary souls are punished - for its vulgarity and for its inability to conceive what is divine. This man, from his granite pedestal, will point out to everyone the path of bliss found by him; and for all times the learned man who will pass by here will say in his heart: He was the one who had the deepest vision of God.”