Tuesday, 2 March 2021

WITHOUT LIGHT EVERYTHING IS DEAD, UGLY AND SAD

Where there is no light there is no life, beauty and joy. Without light, everything is dead, ugly, sad.

What the profane man call life, beauty and joy are like light painted on museum canvas, but it is not true light. The most perfect light painted on a canvas does not illuminate or heat; it is an illusory, fictional light. A fire painted on a canvas does not provide light or heat, but the flame from a matchstick produces this effect. The difference between natural light and artificial light, between true light and painted light, is not a matter of quantity, but quality. With the flame of a matchstick, we can set an entire forest on fire or light a small room - but with artificially painted light, we can neither light nor heat.

Any spark when it finds enough fuel produces fire, which is a chain reaction of a molecular character, and as long as there is fuel, the fire does not extinguish.

The same happens in the metaphysical world, where the chain reaction is without limits: it is enough for an enlightened human being to appear, the metaphysical enlightenment and fire propagate irresistibly. More than two thousand years ago a man of this nature appeared, of light and fire, who said: “I am the light of the world”, “I came to set fire on the earth and how I wish it were already lit!”. And since then, many humans have been lit by that fire. It is enough for someone to become suitable fuel, to be illuminated by this gigantic Christ-cosmic conflagration, of this chain reaction, of this contagion of light and fire, when a man develops in himself that necessary receptivity of enlightenment.

The profane man is in darkness or under a thick shadow because he is behind an opaque wall, which rises between him and the light; live in that darkness and knows nothing of the light.

The mystic man came to know that there is light on the other side of the opaque wall, and, desirous of the light, he decides to tear down that wall, which is the material world and of which his own body and all things of the ego are part.

The cosmic man, however, discovered a third alternative: he is not behind any opaque wall, nor has he broken down that wall, but because he is so enlightened, he has made this wall transparent. This man awoke in him such a power of wisdom that he managed to make the dividing wall between him and the light transparent; he made the opaque wall a crystalline prism, through which the colourless light penetrates and becomes the wonder of the colours of the rainbow, embellishing all things in his life. But, to illuminate the dividing wall of worldly things, he must have intensified his receptivity to enlightenment to the maximum level.

The light is colourless.

The crystal prism has three faces.

And the result of that encounter forms the colours of the rainbow.

The soul, the mind and the body - this triangular prism - when they become perfectly transparent, can transform the white light of Christ into the multi-coloured wonder - as happened with Jesus, through whom the cosmic Christ was manifested - and his personality appeared “full of grace and truth”.

When the Word of our Christlike Self illuminates’ man, the ego can transform that light into darkness, just as it can make the ego, the most beautiful creature of God.

VIDA APÓS A MORTE

O homem que se preocupa com a vida após a morte é tido, geralmente, como um homem religioso. "Salva a tua Alma," é a legenda escrita em muitos crucifixos encontrados nas igrejas cristãs e que sintetizam o interesse que, segundo essas igrejas, o homem deve ter na vida presente. Salvar a alma é para a teologia corrente o alfa e o ômega da vida de todo homem espiritual.

No entanto, é inútil especular sobre a imortalidade e seus atributos, porque nenhum homem pode, no presente estágio de evolução, ter clareza sobre isto ... a continuidade do Eu pessoal, ou a diluição no vasto oceano cósmico da divindade?

O verdadeiro homem espiritual, i.e., aquele despojado de ego, o verdadeiro filósofo, não perde tempo em especular sobre a sorte feliz ou infeliz de sua alma depois da morte e nem mesmo discute a existência ou não existência dessa vida futura, pois graças à sua profunda sabedoria, ele tem inteira confiança na Verdade, justiça e bondade das leis eternas do Cosmos, ou seja, da Providência Divina; sabe que a Consciência Cósmica, a Alma do Universo, o Creador, não comete injustiças, crueldades, desatinos, incongruências, contra nenhum dos membros da creação. A única preocupação do homem sensato e santo deve consistir em sintonizar o seu querer individual com o querer universal e viver em permanente e jubilosa harmonia com o Infinito. A imortalidade para o homem verdadeiramente espiritual, consiste essencialmente na voluntária integração da sua porção divina no Todo, no Amor Universal.

Quando a vontade individual se tornou vontade universal, o homem desiste de especular sobre a sorte futura de sua alma, pois ele não espera nenhum céu e nem receia nenhum inferno; ele está no céu e vive a vida eterna nesse mesmo instante e para sempre.

Basta que o homem tenha certeza de duas coisas, uma objetiva, outra subjetiva, a saber:

1) O mundo de Deus é um Cosmos e não um caos, e, como um Cosmos, o Universo age com absoluta retidão e imparcialidade;

2) Que o homem procure invariavelmente estar em perfeita harmonia com essa eterna e infalível ordem cósmica do Universo, ou seja, com a vontade do Creador.

Unidade sem diversidade seria monotonia.

Diversidade sem unidade seria caos.

Unidade na diversidade é harmonia.

Sobre a base dessas duas certezas ao seu alcance, o homem pode viver tranquilo e feliz, sem ansiedades nem dúvidas internas.

Mas como realizar essa sintonização entre o Eu humano e o Tu divino?

--- Simplesmente pelo amor, em seu aspecto vertical (o Creador) e horizontal (a creatura), pois o amor é a lei básica do Cosmos!

No Universo tudo é cooperação, que supõe diversidade. Não haveria possibilidade de integração se não houvessem diversidades individualmente diferenciadas. Para que essa integração seja harmonia, e não monotonia, requer-se a existência da diversidade dos indivíduos.

Negar que o homem, pela separação do corpo material, perca a consciência da sua identidade, equivale a negar a sua imortalidade. Após finda a vida orgânica, quando o Espírito retorna à sua pátria de origem, cuja localização geográfica se inicia em nosso próprio meio e não em uma determinada e circunscrita região do Cosmos, o homem vive, com mais amplitude ainda, o fenômeno de sua própria personalidade. Ele é e prossegue sua peregrinação dentro das fronteiras mentais e morais que creou para si mesmo. Continua com os matizes de seu caráter, sem nenhuma transfiguração abruta e artificial. Todas as coisas são eternas em seus elementos que os formam; mas a eternidade desses elementos não quer dizer imortalidade. A imortalidade é mais que uma eternidade essencial, é uma eternidade consciente, isto é, a conservação da identidade do Eu.

A imortalidade, em sua forma potencial, é um atributo da natureza humana, uma dádiva de berço; mas a imortalidade dinâmica, é uma conquista do homem, a mais alta das suas conquistas. Em todo homem existe o “Reino de Deus,” em estado potencial, embrionário, oculto; mas, para entrar nesse Reino, o homem deve descobrir, ver e viver essa imortalidade dinâmica. Deve “renascer pelo espírito,” e não mais especula sobre o modo de vida fora do corpo físico.

Texto revisado, e em parte extraído do livro Filosofia Contemporânea

VIDA DESPUÉS DE LA MUERTE

El hombre que se preocupa por la vida después de la muerte es generalmente considerado como un hombre religioso. “Salva tu alma”, es la leyenda escrita en muchos crucifijos que se encuentran en las iglesias cristianas y que resumen el interés que, según estas iglesias, el hombre debería tener en la vida actual. Salvar el alma es, para la teología actual, el alfa y omega de la vida de todo hombre espiritual.

Sin embargo, es inútil especular sobre la inmortalidad y sus atributos, porque ningún hombre puede, en la etapa actual de evolución, ser claro sobre esto ... ¿la continuidad del Yo esencial personal o la dilución en el vasto océano cósmico de la divinidad?

El verdadero hombre espiritual, es decir, el privado de su ego, el verdadero filósofo, no pierde el tiempo especulando sobre el destino feliz o infeliz de su alma después de la muerte y ni siquiera discute la existencia o no existencia de esa vida futura, porque gracias a su profunda sabiduría, tiene plena confianza en la Verdad, la justicia y la bondad de las leyes eternas del Cosmos, es decir, de la Divina Providencia; él sabe que la Conciencia Cósmica, el Alma del Universo, el Creador, no comete injusticias, crueldades, insensateces, incongruencias, contra ninguno de los miembros de la creación.La única preocupación del hombre sensible y santo debe ser sintonizar su voluntad individual con la voluntad universal y vivir en armonía permanente y gozosa con el Infinito. La inmortalidad para el hombre verdaderamente espiritual, consiste esencialmente en la integración voluntaria de su porción divina en el Todo, en el Amor Universal.

Cuando la voluntad individual se convierte en una voluntad universal, el hombre deja de especular sobre el futuro destino de su alma, porque no espera ningún cielo y no teme al infierno; él está en el cielo y vive la vida eterna en ese mismo momento y para siempre.

Es suficiente para el hombre estar seguro de dos cosas, una objetiva, la otra subjetiva, a saber:

1) El mundo de Dios es un Cosmos y no un caos, y, como un Cosmos, el Universo actúa con absoluta rectitud e imparcialidad;

2) Que el hombre invariablemente busca estar en perfecta armonía con ese orden cósmico eterno e infalible del Universo, es decir, con la voluntad del Creador.

Sobre la base de estas dos certezas a su alcance, el hombre puede vivir en paz y felicidad, sin inquietudes o dudas internas.

Pero, ¿cómo lograr esta sintonía entre el ser humano y el divino Tú?

--- Simplemente por amor, en su aspecto vertical (el Creador) y horizontal (la criatura), ¡pues el amor es la ley básica del Cosmos!

Todo en el Universo es cooperación, que presupone diversidad. No habría posibilidad de integración si no hubiera diversidades individualmente diferenciadas. Para que esta integración sea armonía y no monotonía, se requiere la existencia de la diversidad de individuos.

La unidad sin diversidad sería monotonía.

La diversidad sin unidad sería un caos.

La unidad en la diversidad es armonía.

Negar que el hombre, a través de la separación del cuerpo material, pierda la conciencia de su identidad, es equivalente a negar su inmortalidad. Después del final de la vida orgánica, cuando el Espíritu regresa a su país natal, cuya ubicación geográfica comienza en nuestro propio entorno y no en una región determinada y circunscrita del Cosmos, el hombre experimenta, aún más ampliamente, el fenómeno propio de su personalidad. Él es y continúa su peregrinación dentro de los límites mentales y morales que ha creado para sí mismo. Continúa con los matices de su personaje, sin ninguna transfiguración abrupta y artificial. Todas las cosas son eternas en sus elementos que las forman; pero la eternidad de estos elementos no significa inmortalidad. La inmortalidad es más que una eternidad esencial, es una eternidad consciente, es decir, la conservación de la identidad del Yo esencial.

La inmortalidad, en su forma potencial, es un atributo de la naturaleza humana, un regalo de cuna; pero la inmortalidad dinámica es un logro del hombre, el mayor de sus logros. En cada hombre hay un “Reino de Dios”, en un estado potencial, embrionario y oculto; pero, para entrar en este Reino, el hombre debe descubrir, ver y vivir esta inmortalidad dinámica. Debe “renacer por el espíritu” y ya no especular sobre la forma de vida fuera del cuerpo físico.  

LIFE AFTER DEATH

A man who cares about the afterlife is generally regarded as a religious man. “Save Your Soul” is the legend written on many crucifixes found in Christian churches synthesizing the interest, according to these churches, of what man should have in the present life. To save the soul is to the current theology the alpha and omega of the life of every spiritual man.

However, it is useless to speculate about immortality and its attributes, for no man, can at this stage of evolution be clear about this ... the continuance of the personal Self, or the dilution into the vast cosmic ocean of divinity?

The truly spiritual man, i.e., one stripped of ego, the true philosopher wastes no time in speculating on the happy or unhappy luck of his soul after death and does not even discuss the existence or the non-existence of this future life, for, thanks to his profound wisdom, he has entire trust in the Truth, justice and goodness of the eternal laws of the Cosmos, that is, of Divine Providence; he knows that the Cosmic Consciousness, the Soul of the Universe, the Creator, does not commit injustices, cruelties, blatant incongruities, against any of the members of creation. The only concern of the sensible and holy man must be to tune his will with the universal will and to live in permanent and joyful harmony with the Infinite. Immortality for this man consists essentially in the voluntary integration of his portion into the Whole, into the Universal Love.

When the individual will become universal will, the man renounces speculating on the future fate of his soul, for he expects no heaven and fears no hell; he is in heaven and lives eternal life at that very moment and forever.

It is enough for man to be sure of two things, one objective, another subjective, namely:

1) The world of God is a Cosmos and not chaos, and, as a Cosmos, the Universe acts with absolute rectitude and impartiality;

2) That man must seek invariably to be in perfect harmony with this eternal and infallible cosmic order of the Universe, that is, with the will of the Creator.

Based on these two certainties within his reach, man can live in peace and happiness, without anxiety or inner doubt.

However, how to realize this attunement between the human Self and the Deity?

--- Simply by love, in its vertical aspect (the Creator) and its horizontal one (the creature), for love, is the basic law of the Cosmos!

In the Universe, everything is cooperation, which presupposes diversity. There would be no possibility of integration if there were no individually differentiated diversities. For this integration to be harmony, not monotony, the existence of the diversity of individuals is required.

Unity without diversity would be monotony.

Diversity without unity would be chaos.

Unity in diversity is harmony.

To deny that man, by separation from the material body, loses consciousness of his identity, is equivalent to deny his immortality. When the organic life ends, when the Spirit returns to its native land, whose geographical location begins in our environment and not in a certain circumscribed region of the Cosmos, man lives with even more amplitude the phenomenon of his personality. He is and continues his pilgrimage within the mental and moral boundaries he has created for himself. He continues with the nuances of his character, without any abrupt and artificial transfiguration. All things are eternal in the elements that form them, but the eternity of these elements does not mean immortality. Immortality is more than an essential eternity, it is a conscious eternity, that is, the conservation of the Self's identity.

Immortality, in its potential form, is an attribute of human nature, a gift from birth; but dynamic immortality is an achievement of man, the highest of his conquests. In every man, there is the “Kingdom of God” in a potential, embryonic, occult state; but to enter this Kingdom man must discover, see and live this dynamic immortality. He must be “reborn by the spirit” and no longer speculates about the way of life without the physical body.

 

Monday, 1 March 2021

REVERÊNCIA PELA VIDA

Na tentativa de buscar uma ideia universal de ética para os nossos dias, veio à intuição de Albert Schweitzer, o conceito de “Reverência pela Vida,” enquanto viajava de barco pelo rio Ogooué, na antiga África Equatorial Francesa, hoje Gabão; fazendo desse conceito, o princípio básico de uma filosofia ética desenvolvida por ele e colocada em prática durante seu trabalho, vida e convivência junto às populações carentes da vila de Lambaréné e com os demais seres vivos que se aproximavam dessa comunidade. Para ele, esta viagem, esta peregrinação foi a mais proveitosa de todas na sua vida, porque foi empreendida na procura da revelação da verdade.

Segundo Schweitzer, a responsabilidade da noção de ética não é nada mais que a Reverência pela Vida, que é o princípio fundamental de moralidade; que o bem consiste em manter, assistir, assegurar e melhorar a vida de todos os habitantes deste planeta, pois da única coisa que temos certeza é que todos os que vivem querem continuar vivendo.

Na Terra, todos os seres viventes são entidades integrantes de uma simbiose universal, onde cada ser depende do outro para manter o equilíbrio harmônico da vida. Portanto, somos irmãos e irmãs de todas os seres vivos e devemos a todos o mesmo cuidado e respeito que desejamos a nós mesmos.

No que diz respeito ao homem e às suas distintas culturas, em cada momento da história existem duas classificações: primeiro, quem classifica, os ditos civilizados, os poderosos, quem comanda e governa, quem detém o poder econômico, financeiro e industrial, as oligarquias, os magnatas da mídia, enfim, todos aqueles com a vantagem da decisão, portanto, unilateral e não universalista, tornando enganoso o princípio democrático, falso, inexistente... aqueles que falam piedosamente de dignidade e direitos humanos, mas ao mesmo tempo ignoram a dignidade e os direitos do segundo grupo, isto é, aqueles que não estão na mesma condição, a grande maioria que também tem a forma humana, mas que sofre sob o látego dos “civilizados”; estes são os que mais lutam e menos têm o direito de decidir seus destinos .

Considerar o homem como coroa da creação é desdenhar a importância que os outros seres vivos têm no conjunto dessa mesma creação. O ser humano que não ama, considera, respeita e reverencia as vidas dos não-humanos, não pode ser considerado um ser humano em plena razão, e sim, possuidor de uma ética e moral fragmentados, pois tão pouco se sabe sobre os não humanos e se ignora o muito que oferecem. É desprezar que no olhar de um não humano que não consegue se expressar por palavras, existe todo um discurso que só o espírito sábio tem a habilidade de compreender.

Esse princípio de igualdade e reverência pela vida, inclusive à dos vegetais, era particularmente demonstrado também, por Ramana Maharshi, um dos mais conhecidos sábios videntes da humanidade. O seu amor e afinidade pelos não humanos só podia ser comparado a Francisco de Assis. Todos os animais se aproximavam dele, e suas linguagens silenciosas eram conhecidas por ele, e quando falava, eles entendiam e o obedeciam; arbitrava as brigas entre os macacos, e era também conhecido por conversar com os tigres e as cobras selvagens; todo o reino da natureza o aceitava como seu guardião e defensor.

 

Todos os animais do eremitério espiritual de Maharshi sentiam a sua graça e agiam com inteligência diante de sua presença. Ele considerava toda e qualquer forma de vida como seu igual, e todos os animais que se aproximavam mereciam seus espaços e recursos. Dizia que eles eram os donos da terra, todo tempo e que nós os homens viemos ocupar o que a eles pertence, e que também podiam falar e exigir seus direitos. A despeito disso, ele mantinha a ideia de que, desde o homem até o menor dos animais, eram a mesma manifestação do Supremo Eu, do Uno Imperecível, e que até mesmo eles, podem progredir espiritualmente e em algumas raras ocasiões atingir a libertação.

 

E isso foi demonstrado através da vida de uma vaca que o acompanhava por mais de 20 anos, seu animal de estimação de nome Lakshmi, que exibia uma rara devoção ao Maharshi e apresentava uma inteligência em todos os assuntos, e ela reciprocava essa devoção gentil. Dizia que o verdadeiro ensinamento acontece em perfeito silêncio, por meio da mente profundamente introvertida, mas isso não quer dizer que ensinamentos verbais não possam ser dados, e que embora tenha autorizado a prática de diferentes exercícios espirituais, ele, entretanto, enfatizava a prática do caminho da auto indagação.

Recentes estudos científicos mostram que muitos dos seres não humanos têm a habilidade de mostrar consciência individual particular - pois a alma do Universo se faz presente em todos os seres da creação - e uma razão que está condicionada ao seu estágio de evolução existencial. Assim, também apresentam estados mentais, sentimentos, emoções, ações intencionais, inteligência, personalidade, espírito, livre-arbítrio, amor, intuição, compaixão, sentimento de culpa, de perda e de posse, e de território.

De acordo com especialistas em ciência quântica, alguns são capazes de se comunicar conosco através de mensagens visuais de diferentes caracteres, incluindo reclamar por seus direitos. Eles são nossos iguais, dividindo nosso mesmo Universo, mas espalhados em diferentes aspectos.

Para citar um exemplo apenas, as funções do cérebro de um cão labrador submetido a ressonância magnética, apresentou as mesmas e exatas funções que parte do cérebro humano apresenta. Como os mamíferos, de forma geral, evolucionam da mesma forma que o ser humano, apenas apresentando características físicas diferentes é de se supor que do ponto de vista comportamental, eles tenham os mesmos atributos.

As pessoas que amam e cultivam a convivência com os animais, em particular com os cães - com os quais temos quase 15 mil anos de relacionamento - se observarem com atenção, verificarão que as várias espécies são portadoras de qualidades que consideramos quase humanas, como pela prudência, paciência, disciplina, obediência, sensibilidade, inteligência, improvisação, espírito de serviço, vigilância e sede de carinho, infundindo-nos a ideia de que, quanto mais perto se encontram das criaturas humanas, mais semelhantes ficam; aperfeiçoando paulatinamente seus instintos na busca da inteligência da mesma maneira que os humanos aspiram alcançar algum dia, preparando-se para o próximo estágio de uma evolução maior.

E o cão é apenas um exemplo... muitos outros não humanos, dentre todas as formas de vida, têm mostrado surpreendentes particularidades da inteligência universal habitando em seus corpos.

A Reverência pela Vida é o princípio básico do amor, pois nada foi creado sem uma função determinada. A Inteligência Cósmica não estabeleceu coincidências no nível da creação, pois o Universo é um grande pensamento, e nada por acaso aconteceu, pois, aceitar o acaso, é, ingenuamente, negar a causa! O homem, com o acentuado livre-arbítrio de mente analítica, julga possuir o poder da vida e da morte, e conseguindo com isso mostrar que a única distonia na sintonia universal, é o próprio homem.

REVERENCIA POR LA VIDA

En el intento de buscar una idea universal de ética para nuestros días, llegó a la intuición de Albert Schweitzer, el concepto de “Reverencia por la Vida”, mientras viajaba en barco por el río Ogooué en la antigua África Ecuatorial Francesa, ahora llamado Gabón; haciendo de este concepto el principio básico de una filosofía ética desarrollada por él y puesta en práctica durante su vida, trabajo y convivencia con la población necesitada de Lambaréné y con otros seres vivos que se acercaron a esa pobre comunidad. Para él, este viaje fue el más provechoso de todos en su vida, porque lo emprendió en la búsqueda de la revelación de la verdad.

Según Schweitzer, la responsabilidad de la noción de ética no es más que Reverencia por la Vida, que es el principio fundamental de la moral; que la buena acción consiste en mantener, asistir, asegurar y mejorar la vida de todos los habitantes de este planeta, porque de lo único que estamos seguros es de que todos los que viven quieren seguir viviendo.

En la Tierra, todos los seres vivos son entidades que forman parte de una simbiosis universal, donde cada uno depende del otro para mantener el equilibrio armónico de la vida. Por lo tanto, somos hermanos y hermanas de todos los seres vivos, y debemos a todos el mismo cuidado y respeto que deseamos para nosotros mismos.

En lo que respecta al hombre y sus distintivas culturas, en cada momento de la historia hay dos clasificaciones: primero, de los que clasifican, los llamados civilizados, los poderosos, los que mandan y gobiernan, los que detentan el poder económico, financiero e industrial, las oligarquías, los magnates de los medios de comunicación, en fin, todos aquellos con la ventaja de la decisión, por tanto, unilateral y no universalista, haciendo que el principio democrático sea eludido, falso, inexistente... los que hablan piadosamente de dignidad y de derechos humanos, pero al mismo tiempo ignoran y desconocen la dignidad y los derechos del segundo grupo, es decir, los que no están en la misma condición, la gran mayoría que también tienen la forma humana, pero que sufren por el látigo de los “civilizados”; estos son los que más luchan y menos tienen el derecho a decidir su destino.

Considerar al hombre como la corona de la creación es desdeñar la importancia que tienen los demás seres vivos en el conjunto de esa misma creación. El ser humano que no ama, considera, respeta y reverencia la vida de los no humanos, no puede ser considerado un ser humano en plena razón, sino que posee una ética y una moral fragmentadas, pues se sabe muy poco sobre los no humanos, y los hombres ignoran cuanto ofrecen. Es despreciar que a los ojos de un no humano que no puede expresarse con palabras, haya todo un discurso que sólo el espíritu sabio tiene la habilidad de comprender.

Este principio de igualdad y reverencia por la vida, incluido el de los vegetales, también fue demostrado particularmente por Ramana Maharshi, uno de los videntes más conocidos de la humanidad. Su amor y afinidad por los no humanos solo se pueden comparar con Francisco de Asís. Todos los animales se le acercaban y conocía sus silenciosos lenguajes. Cuando hablaba, le entendían y le obedecían; arbitraba peleas entre monos y también era conocido por hablar con tigres y serpientes salvajes; todo el reino de la naturaleza lo aceptaba como su guardián y defensor.

Todos los animales de la ermita espiritual de Maharshi sentían su gracia y actuaban inteligentemente en su presencia. Consideraba a todas y cada una de las formas de vida como su igual, y todos los animales que se acercaban merecían sus espacios y recursos. Dijo que eran los dueños de la tierra, todo el tiempo y los hombres llegaron a ocupar lo que les pertenece y que también podían hablar y exigir sus derechos. A pesar de esto, mantuvo la idea de que, desde el hombre hasta el más pequeño de los animales, eran la misma manifestación del Ser Supremo, el Imperecedero, que incluso ellos pueden progresar espiritualmente y en raras ocasiones alcanzar la liberación.

Y esto se demostró a través de la vida de una vaca que lo había acompañado durante más de 20 años, su mascota llamada Lakshmi, quien mostró una rara devoción al Maharshi e inteligencia en todos los asuntos y correspondió esa amable devoción. Dijo que la verdadera enseñanza se da en perfecto silencio, a través de la mente profundamente introvertida, sin embargo, eso no significa que no se pueda impartir enseñanza verbal y aunque autorizó la práctica de diferentes ejercicios espirituales, sin embargo, enfatizó la práctica el camino de la auto indagación.

Estudios científicos recientes muestran que muchos seres no humanos pueden mostrar conciencia individual - porque el alma del Universo está presente en todos los seres de la creación - y una razón que está condicionada a su nivel de evolución existencial. Así, también presentan estados mentales, sentimientos, emociones, acciones intencionales, inteligencia, personalidad, espíritu, libre albedrío, amor, intuición, compasión, culpa, pérdida, posesión, territorio.

Según los expertos en ciencia cuántica, algunos pueden comunicarse con los humanos a través de mensajes visuales de diferentes caracteres, incluso reivindicando sus derechos. Son nuestros iguales, dividiendo nuestro mismo Universo, pero dispersos en diferentes aspectos.

Por mencionar solo un ejemplo, las funciones cerebrales de un perro labrador sometido a resonancia magnética, presentaron exactamente las mismas funciones que presenta parte del cerebro humano. Como los mamíferos, en general, evolucionan de la misma manera que los humanos, solo presentando características físicas diferentes es suponer que, desde el punto de vista del comportamiento, tienen los mismos atributos.

Las personas que aman y cultivan la convivencia con los animales, en particular con los perros -con los que llevamos casi 15 mil años de relación-, si observan de cerca, comprobarán que las diversas especies portan cualidades que consideramos casi humanas, como la prudencia, la paciencia, disciplina, obediencia, sensibilidad, inteligencia, improvisación, espíritu de servicio, vigilancia y sed de afecto, infundiéndonos la idea de que cuanto más cerca están de los humanos, más parecidos son; perfeccionando gradualmente sus instintos en la búsqueda de la inteligencia, de la misma manera que los humanos aspiran a lograrlo algún día preparándose para la siguiente etapa de una evolución mayor.

Y los perros son solo un ejemplo ... Muchos otros no humanos, entre todas las formas de vida, han mostrado sorprendentes particularidades de la inteligencia universal que habita en ellos.

La reverencia por la vida es el principio básico del amor, porque nada fue creado sin una función determinada. La Inteligencia Cósmica no estableció coincidencias a nivel de la creación, porque el Universo es un gran pensamiento y nada sucedió por casualidad. El hombre, con el libre albedrío agudo de su mente analítica, cree que posee el poder de la vida y la muerte y, por lo tanto, se las arregla para mostrar que la única distonía en la sintonía universal es el hombre mismo.

REVERENCE FOR LIFE

In the attempt to pursue a universal idea of ethics for our time, it came to Albert Schweitzer's intuition, the concept of “Reverence for Life,” while travelling by boat on the Ogooué River in the former French Equatorial Africa, nowadays Gabon; making from this concept the basic principle of an ethical philosophy developed by him and put into practice during his life, work and conviviality with the needy population in Lambaréné and other living beings who approached that poor community. For him, this journey was the most profitable of all in his life, because it was undertaken in the search for the revelation of the truth.

According to Schweitzer, the responsibility of the notion of ethics is nothing more than Reverence for Life, which is the fundamental principle of morality; that the good deed consists in maintaining, assisting, assuring and improving the lives of all the inhabitants of this planet, for the only thing we are sure of, is that all who live want to continue living.

On Earth, all living beings are entities that are part of a universal symbiosis, where each one depends on the other to maintain the harmonic balance of life. Therefore, we are brothers and sisters of all living beings, and we owe to all the same care and respect we desire for ourselves.

As far as man and his distinctive cultures are concerned, at every moment in history, there are two classifications: first, of those who classify, the so-called civilized, the powerful, those who command and govern, those who hold the economic, financial and industrial power, the oligarchies, the media tycoons, in short, all those with the advantage of the decision, therefore, unilateral and not universalist, causing the democratic principle to be circumvented, false, non-existent... those who speak piously of dignity and human rights, but at the same time ignore and disregard the dignity and rights of the second group, i.e., those who are not in the same condition, the vast majority who also have the human form, but who are destitute and who suffer by the whip of the “civilized”; these are the ones who struggle the most and least have the right to decide their destiny.

To consider man as the crown of creation is to disdain the importance other living beings have in the set of that same creation. The human being who does not love, consider, respect and reverence the lives of non-humans, cannot be considered a human being in full reason, rather, possessing fragmented ethics and morals, for so little is known about non-humans, and humans ignore how much they offer. It is to despise that in the eyes of a non-human who cannot express itself in words, there is a whole discourse that only the wise spirit can comprehend.

This principle of equality and reverence for life, including that of vegetables, was also particularly demonstrated, by Ramana Maharshi, one of the best-known seers of humanity. His love and affinity for non-humans could only be compared to Francis of Assisi. All animals approached him, and their silent languages were known to him. When he spoke, they understood and obeyed him; he arbitrated fights between monkeys, and was also known for talking to tigers and wild snakes; the whole kingdom of nature accepted him as its guardian and defender.

All the animals in Maharshi's spiritual hermitage felt his grace and acted intelligently in his presence. He considered each and every form of life to be his equal, and all the animals that approached deserved their spaces and resources. He said that they were the owners of the land, all the time and men came to occupy what belongs to them; they could also speak and demand their rights. Despite this, he maintained the idea that from man to the smallest of animals, they were the same manifestation of the Supreme Self, the Imperishable One, that even they can progress spiritually and on rare occasions achieve liberation.

And this was demonstrated through the life of a cow who had accompanied him for more than 20 years, his pet named Lakshmi, who displayed a rare devotion to Maharshi and intelligence in all matters and reciprocated that kind devotion. He said that true teaching takes place in perfect silence, through the deeply introverted mind, however, that does not mean that verbal teaching cannot be given and although he authorized the practice of different spiritual exercises, he nevertheless emphasized the practice of the self-inquiry path.

Recent scientific studies show that many nonhuman beings can show individual consciousness - for the soul of the Universe is present in all beings of creation - and a reason that is conditioned to its stage of existential evolution. Thus, they also present mental states, feelings, emotions, intentional actions, intelligence, personality, spirit, free will, love, intuition, compassion, guilt, loss, possession, territory.

According to experts in quantum science, some can communicate with us through visual messages of different characters, including claiming their rights. They are our equals, dividing our same Universe, but scattered in different aspects.

To mention just one example, the brain functions of a Labrador dog undergoing MRI, presented the exact same functions that part of the human brain presents. As mammals, in general, evolve in the same way as humans, only presenting different physical characteristics is to suppose that from the behavioural point of view, they have the same attributes.

People who love and cultivate the conviviality with animals, in particular with dogs - with which we have almost 15 thousand years of relationship - if they observe closely, will verify that the various species carry qualities that we consider almost human, such as prudence, patience, discipline, obedience, sensitivity, intelligence, improvisation, the spirit of service, vigilance and thirst for affection, infusing us with the idea that the closer they are to humans, the more similar they are; gradually perfecting their instincts in the pursuit of intelligence, the same way humans aspire to achieve someday by preparing for the next stage of a greater evolution.

And dogs are just one example... Many other nonhumans, among all forms of life, have shown surprising particularities of the universal intelligence dwelling in them.

Reverence for Life is the basic principle of love, for nothing was created without a given function. The Cosmic Intelligence did not establish coincidences at the level of creation, for the Universe is a great thought, and nothing by chance happened. Man, with the sharp free will of his analytical mind, thinks he possesses the power of life and death and thereby manages to show that the only dystonia in universal attunement is the man himself.