Monday, 28 June 2021

LIBERTAD EN LOS SERES HUMANOS

No hay total libertad en ninguna criatura; solo el Creador es absolutamente libre. La libertad es poder; la plena libertad es pleno poder u omnipotencia. Si el hombre fuera totalmente libre, sería omnipotente, igual al Creador. Los diferentes grados de libertad son la herencia inicial de cada individuo - de las conquistas de cada uno en el nivel de su evolución espiritual - y esta herencia no depende de la libertad del hombre; es un regalo del Creador, es la gracia divina, que hay que conquistar. El Creador hizo al hombre lo menos posible para que se hiciera lo más posible de sí mismo. Ni siquiera el libre albedrío del hombre, determinado por el uso de la razón, la conciencia, lo convierte en un ser omnipotente, ya que fuerzas más allá de la comprensión del hombre profano ejercen un factor de control.

El hombre es lo suficientemente libre como para ser responsable de sus actos conscientes y, por lo tanto, es responsable del bien o del mal que realiza. Sin embargo, el grado de libertad y responsabilidad ética y moral no es el mismo en todos los hombres.

Algunos hombres no dan fruto espiritual, porque su terreno interior es demasiado profano y abierto, como un camino público, donde la semilla de la palabra de sabiduría enviada por los Maestros es pisoteada por los transeúntes y devorada por entidades ajenas al mundo espiritual. Estas semillas ni siquiera brotan.

Otros, son almas puramente sentimentales; escuchan con deleite la manifestación de las palabras hasta el punto de derramar lágrimas de emoción, pero en cuanto la realización de esta palabra les cuesta sacrificio personal, se rinden por falta de profundidad y espiritualidad. En estas personas, la semilla divina brota rápidamente pero no da fruto.

Y todavía hay hombres que, después de recibir estas perlas de sabiduría, las sofocan bajo una reserva de placeres y cuidados mundanos, de modo que los objetos de su ego humano sofocan al sujeto de su Yo esencial y divino, y no dan fruto.

En este sentido, las religiones con sus iglesias que establecen con dogmas y rituales, el culto del encierro, con sus cárceles y esposas a las que someten a sus fieles -aún infantes de las cosas del espíritu- terminan por mantenerlos en la estrecha visión del camino de la realización, “son ciegos guías de ciegos; y si el ciego guiare al ciego, ambos caerán en el hoyo”.

Solo un pequeño porcentaje de las almas humanas se coloca en el terreno adecuado para brotar, florecer y dar fruto. Pero incluso entre estos, hay una diferencia notable en la fertilidad. El “buen terreno” de estas almas no es todo el mismo. Todos producen, pero el resultado es variado, según mayor o menor receptividad. Todavía, esta receptividad es el resultado de la libertad humana.

FREEDOM IN HUMAN BEINGS

There is no complete freedom in any creature; only the Creator is absolutely free. Freedom is power; full freedom is full power or omnipotence. If man were totally free, he would be omnipotent, equal to the Creator. The different degrees of freedom are the initial inheritance of each individual - of the conquests of each one in the level of their spiritual evolution - and this inheritance does not depend on man's freedom; it is a gift from the Creator; it is divine grace, which has to be conquered. The Creator made man as little as possible so that he makes as much of himself as possible. Not even free will in man - determined by the use of his reason, conscience - makes him an omnipotent being, as forces beyond the comprehension of profane man exert a controlling factor.

Man is free enough to be responsible for his conscious acts and is therefore responsible for the good or evil he performs. Still, the degree of ethical and moral freedom and responsibility is not the same in all men.

Some men do not bear spiritual fruit, for their inner ground is too profane and open, like a public road, where the seed of the word of wisdom sent by the Masters is trodden by the feet of passersby and devoured by entities foreign to the spiritual world. These seeds don't even sprout.

Others are purely sentimental souls; they listen to the manifestation of the words of wisdom with relish, to the point of shedding tears of emotion, but as soon as the realization of this word costs them personal sacrifice, they give up for lack of depth and spiritual experience. In these people, the divine seed quickly sprouts but does not bear fruit.

And there are still men who, after receiving these pearls of wisdom, suffocate them under a store of worldly pleasures and cares, so that the objects of their human ego suffocate the subject of their essential and divine Self, and they bear no fruit.

In this sense, religions with their churches that establish with dogmas and rituals, the cult of the enclosure, with their prisons and handcuffs to which they submit their faithful - still infants of the things of the spirit - end up keeping them in the narrow vision of the path of realization, as “the blind being led by the blind”.

Only a small percentage of human souls place themselves on the right ground to sprout, blossom and bear fruit. But even among these, there is a remarkable difference in terms of fertility. The “good ground” of these souls is not all the same. All produce, but the result is varied, according to the greater or lesser receptivity. This receptivity, however, is the result of human freedom.

Sunday, 27 June 2021

DEPOIS DA MORTE FÍSICA

Depois de perder o seu corpo físico, o homem não cai no vácuo do nada, como pensam os ingênuos materialistas de todas as facções. O homem, depois de abandonar o corpo material, não entra num estado definitivo, como opinam certos teólogos eclesiásticos. O homem, liberto do corpo, entrará numa zona correspondente ao estado da sua evolução ou vibração espiritual. Se considerarmos o nosso planeta Terra como um lugar no Universo, de vibrações materiais grosseiras, de baixa frequência, poderíamos considerar o mundo após-morte como uma sucessão de diversos níveis de frequência vibratória, astral, mental, espiritual, etc.

O homem liberto do corpo material não está livre das tendências materiais que predominaram em sua vida terrestre. A morte não vai fazer dele, o que a vida não fez. O simples fato físico da separação do corpo e da alma, nunca poderá ser causa de uma evolução espiritual.

O efeito não é maior que sua causa, diz a lógica. Um processo material não produz efeito espiritual. Por isto, um homem sem corpo físico pode ser tão materialista no mundo espiritual como materialista foi enquanto vivia na Terra. E, como essa obsessão da matéria é essencialmente ilusão e infelicidade, um desencarnado pode ser iludido e tão infeliz como foi dentro do seu corpo material.

A grande libertação, que é a garantia de felicidade, é um processo lento e de constante evolução no afastamento do erro e de uma progressiva aproximação da Verdade. A luz da Verdade amanhece na razão direta em que as trevas da noite desaparecem. Essa libertação é um “caminho estreito e uma porta apertada”, cujo termo final da jornada é a “entrada no reino de Deus.”

Se o homem, aqui na Terra, se habituar a viver fora da matéria, embora ainda esteja preso ao corpo material, criará dentro de si um ambiente propício para se sentir “em casa” num mundo imaterial, e a separação objetiva do seu corpo físico não será algo novo, desconhecido, ou até trágico, como é para os analfabetos do mundo imaterial; pois, o homem que vive na matéria sem ser da matéria, não apegado a essa matéria, já está subjetivamente desmaterializado; o seu verdadeiro meio ambiente é o mundo imaterial; o seu verdadeiro Eu habita, há 10, 20, 50 anos, para além das estreitas grades do seu ego tirânico e ilusório.

Esta desmaterialização subjetiva dentro da materialidade objetiva é o que os místicos chamam a “morte mística”. Paulo de Tarso afirmava que ele “morre cada dia”, e por isto vive tão intensamente que pode afirmar que já não é ele (seu ego humano) que vive, mas sim o seu Eu divino, o seu Cristo interno.

Quem se habituou a morrer espontaneamente, não se horroriza quando a morte o vem matar compulsoriamente. O único remédio eficaz para neutralizar plenamente o horror à morte compulsória é esse exercício da morte voluntária. “Semelhante cura semelhante”, diz a homeopatia – e este princípio vale também aqui: morte cura morte, a morte compulsória se cura com morte espontânea.

No exercício de se auto conhecer, e no consequente desenvolvimento de novos valores e níveis de consciência, começa a despertar no homem a experiência da verdade sobre si mesmo, de que sua essência é espiritual, divina, e que ele passa a partir desse despertamento, a se familiarizar com as “vibrações ou auras invisíveis que o envolvem, formando um ambiente propício para que a sua espiritualidade latente desabroche em espiritualidade manifesta... e só assim então é que ele passa a compreender, por uma espécie de iluminação interna o que no passado não compreendia.”

A verdadeira evolução ou auto-realização, não é um fato que aconteça ao homem – mas é uma conquista que o homem realiza.

Texto revisado, extraído do livro O Triunfo da Vida sobre a Morte

DESPUÉS DE LA MUERTE FÍSICA

Después de perder su cuerpo físico, el hombre no cae en el vacío de la nada, como piensan los ingenuos materialistas de todas las facciones. Después de abandonar el cuerpo material, el hombre no entra en un estado definitivo, como dicen ciertos teólogos eclesiásticos. El hombre, liberado de su cuerpo, entrará en un área correspondiente al estado de su evolución espiritual o vibración. Si consideramos nuestro planeta Tierra como un lugar en el Universo, de vibraciones de material grueso, de baja frecuencia, podríamos considerar el mundo después de la muerte como una sucesión de diferentes niveles de frecuencia vibratoria, astral, mental, espiritual, etc.

El hombre liberado del cuerpo material no está libre de las tendencias materiales que prevalecieron en su vida terrenal. La muerte no lo hará, lo que la vida no hizo. El simple hecho físico de la separación del cuerpo y el alma nunca puede ser la causa de una evolución espiritual.

El efecto no es mayor que su causa, dice la lógica. Un proceso material no tiene efecto espiritual. Por esta razón, un hombre sin cuerpo físico puede ser tan materialista en el mundo espiritual como lo fue mientras vivía en la Tierra. Y, como esta obsesión con la materia es esencialmente ilusión e infelicidad, una persona sin cuerpo puede ser engañada y tan infeliz como lo fue dentro de su cuerpo material.

La gran liberación, que es la garantía de la felicidad, es un proceso lento y en constante evolución para alejarse del error y un enfoque progresivo de la Verdad. La luz de la Verdad amanece en la razón directa de que la oscuridad de la noche desaparece. Esta liberación es un “camino estrecho y una puerta cerrada”, el final del viaje es “la entrada al reino de Dios”.

Si el hombre, aquí en la Tierra, se acostumbra a vivir fuera de la materia, aunque todavía está apegado al cuerpo material, creará dentro de sí mismo un ambiente propicio para sentirse “en casa” en un mundo inmaterial y la separación objetiva de su cuerpo físico no será algo nuevo, desconocido o incluso trágico, como lo es para los analfabetos en el mundo inmaterial; porque el hombre que vive en la materia sin ser materia, no apegado a esa materia, ya está subjetivamente desmaterializado; su verdadero ambiente es el mundo inmaterial; su verdadero Yo esencial divino ha vivido durante 10, 20, 50 años, más allá de las estrechas redes de su ego tiránico e ilusorio.

Esta desmaterialización subjetiva dentro de la materialidad objetiva es lo que los místicos llaman “muerte mística”. Paulo de Tarso afirmó que “muere todos los días”, y por esta razón vive tan intensamente que puede afirmar que ya no es él (su ego humano) el que vive, sino su Yo esencial divino, su Cristo interno.

Aquellos que se han acostumbrado a morir espontáneamente no se horrorizan cuando llega la muerte para matarlos obligatoriamente. El único remedio efectivo para neutralizar completamente el horror de la muerte obligatoria es este ejercicio de muerte voluntaria. “Similar cura similar”, dice la homeopatía, y este principio también se aplica aquí: la muerte cura la muerte, la muerte obligatoria cura con la muerte espontánea.

En el ejercicio del autoconocimiento, y en el consiguiente desarrollo de nuevos valores y niveles de conciencia, el hombre comienza a despertar la experiencia de la verdad sobre sí mismo, que su esencia es espiritual, divina y que pasa de este despertar, para familiarizarse con las “vibraciones invisibles o auras que lo rodean, formando un ambiente propicio para que su espiritualidad latente se desarrolle en espiritualidad manifiesta... y solo entonces comienza a comprender, a través de una especie de iluminación interna, qué en el pasado no comprendía”.

La verdadera evolución o autorrealización no es un hecho que le sucede al hombre, es un logro que el hombre realiza. 

AFTER PHYSICAL DEATH

After losing his physical body, man does not fall into the void of anything, as the naive materialists of all factions think. After leaving the material body, man does not enter a definitive state, as certain ecclesiastical theologians say. Man, freed from his body, will enter an area corresponding to the state of his spiritual evolution or vibration. If we consider our planet Earth as a place in the Universe of coarse and low-frequency vibrations, we could consider the world after death as a succession of different levels of vibratory frequency, astral, mental, spiritual, etc.

Man freed from the material body is not free from the material tendencies that prevailed in his earthly life. Death will not make him what life did not. The mere physical fact of body and soul separation can never be the cause of spiritual evolution.

The effect is no greater than its cause, logic says. A material process has no spiritual effect. Therefore, a man without a physical body can be materialistic in the spiritual world as he was materialistic while living on Earth. And since this obsession with matter is essentially illusion and unhappiness, a disincarnated man can be deceived and unhappy as he was while in his material body.

The great liberation, which guarantees happiness, is a slow process of constant evolution in distancing from the error and a progressive approximation of the Truth. The light of Truth dawns on the direct reason that the darkness of the night disappears. This liberation is a “narrow path and a tight door”, whose final term of the journey is the “entrance into God’s kingdom.”

If man, here on Earth, gets used to living outside matter, even though he is still attached to the material body, he will create an environment within him to feel “at home” in an immaterial world, spiritual, and the objective separation of his physical body will not be something new, unknown, or even tragic, as it is for the illiterate in the immaterial world; so a man who lives a material life without being attached to the matter is already subjectively dematerialized; his true environment is the immaterial world; his true Self dwells, 10, 20, 50 years beyond the narrow grids of his illusory and tyrannical ego.

This subjective dematerialization within objective materiality is what the mystics call “mystical death.” Paul of Tarsus affirmed that he “dies every day” and therefore lives so intensely that he can affirm that he is no longer he (his human ego) who lives, but his divine Self, his inner Christ.

Those who have become accustomed to dying spontaneously are not horrified when death comes compulsorily. The only effective remedy to completely neutralize the horror of compulsory death is this exercise of voluntary death. “Similar cures similar,” says homoeopathy - and this principle applies here as well: death cures death, compulsory death cures with spontaneous death.

In the exercise of self-knowledge and the consequent development of new values and consciousness, the experience of the truth about oneself, to self-realization begins to awaken in man, that his essence is spiritual, divine and that he passes from this awakening to becoming familiar with the “vibrations, or invisible auras which envelop him, forming a propitious environment for his latent spirituality to unfold in manifest spirituality... only then is when he begins to comprehend, by a kind of internal enlightenment, what in the past did not comprehend”.

True evolution or self-realization is not a fact that happens to man - it is an achievement that man realizes. 

A SEIVA VITAL DA ÁRVORE DO CRISTO

A mesma seiva vital que flui através do tronco de uma árvore flui também através de todos os ramos da mesma. Não há na árvore dois princípios vitais, um no tronco e outro nos ramos. A identidade da vida é absoluta; mas diferente e variada é a sua manifestação. Essa identidade da vida, contudo, não determina a igualdade da função do tronco e dos ramos; há autonomia individual em todos. O tronco sustenta; dos ramos brotam as folhas, flores e frutos, mas a seiva que os alimenta é a mesma.

E é precisamente aqui que principia o grande mistério da liberdade: o homem, como um indivíduo consciente e livre pode agir contrariamente ao princípio universal (vital) da causa que o creou, pois a unidade da essência permite a diversidade funcional das existências, o que significa que o ramo (o homem) pode, apesar de ser parte da árvore (a essência Universal), ser fecundo ou ser estéril. Tudo vai depender do seu livre-arbítrio.

Enquanto se permanecer apenas no símbolo material da árvore, não há essa possibilidade de divergência entre o tronco e os ramos, porque, na árvore, não há autonomia individual; ela é um todo, para apenas uma função determinada, uma vez que os ramos são simples prolongamentos do tronco.

Quando, porém, se passar para o simbolizado espiritual, surge a possibilidade da diversidade entre o tronco e os ramos, porque no mundo dos seres conscientes e livres há suficiente autonomia de agir; o ramo pode opor-se à atuação da seiva vital que circula através do tronco. O homem pode ser pecador sem que o elemento divino deixe de existir nele, porque o pecado não consiste na ausência de Deus, que, sendo onipresente, nunca está ausente de parte alguma; o pecado consiste na ignorância que o homem tem e mantém da presença de Deus. Se Deus estivesse ausente de um único átomo, esse átomo deixaria de existir, ou Deus deixaria de ser Deus, por não ser uma Realidade onipresente. Um Deus que não seja onipresente não é Deus, porque é limitado e finito.

A vida divina está em todas as creaturas. No momento em que essa vida divina se identificasse totalmente com Deus, ela deixaria de ser algo individual, distinto de Deus; seria um puríssimo nada no plano do “existir” individual, embora continuasse na zona do “ser” universal. Tudo quanto existe individualmente só existe em virtude da imanência do eterno Ser. Nada pode existir sem que o Ser o penetre.

É possível portanto que o homem seja pecador, a despeito da imanência de Deus nele. O pecado não consiste em que Deus esteja ausente do pecador, mas no fato de que este ignore voluntariamente essa presença divina e viva como se Deus estivesse ausente.

Quando alguém está sob a luz solar e de olhos abertos, o sol está presente a ele e ele está presente ao sol; quando fecha os olhos, o sol continua presente a ele, mas esse homem está ausente do sol – isto é, objetivamente presente, porém subjetivamente ausente.

O homem que peca ausenta-se subjetivamente de Deus, ainda que objetivamente continue presente a Deus, ao Deus sempre presente a ele.

Essa ausência subjetiva é que é o pecado.

Os seres não-humanos, aparentemente, não possuem consciência suficiente para se ausentarem subjetivamente de Deus; por isto, não podem pecar.

Os seres supra-humanos, de elevada consciência espiritual, não pecam, porque a sua alta sapiência não lhes permite ausentarem-se de Deus subjetivamente; a sua consciência intensamente iluminada os estabilizou definitivamente na verdade.

A seiva vital da “árvore” do Cristo, quando circula livremente nos seus “ramos” humanos, produz neles fecundidade crística. E, para que produzam fruto cada vez mais abundante, esses ramos são purificados, ou podados. A poda consiste na eliminação de uma parte dos ramos; dessa forma, há uma concentração mais intensa da seiva do tronco em poucos ramos, que então produzem frutos mais vigorosos. A poda faz com que o ramo “chore”, porque ela é uma espécie de disciplina dolorosa. Todo homem que pratica disciplina espiritual sabe quão difícil e dolorosa ela é, pelo menos no princípio. É bem uma “poda”. O homem disciplinado se priva espontaneamente de muitas coisas agradáveis em que os indisciplinados se comprazem. Enquanto outros se derramam pelos divertimentos fáceis e pelas coisas supérfluas da sociedade, o homem disciplinado retira-se, muitas vezes, a uma intensa concentração mental ou meditação espiritual. Aos olhos dos profanos esse homem é digno de lástima; sua vida parece pobreza e monotonia; na verdade, porém, a vida disciplinada é riqueza e harmonia. A verdadeira felicidade não consiste na quantidade dos prazeres que o homem goze, mas na qualidade do gozo que ele saboreie.

Esta sabedoria, todavia, não é acessível a pessoas que não a tenham saboreado em si mesmas; só pode saber o gosto de uma iguaria quem a experimenta. Esse sabor, porém, não vem de uma teoria, mas da prática ou da experiência.

Quando alguém produz fruto pela vivência íntima com a divina seiva vital do espírito do Cristo, será purificado cada vez mais das impurezas do seu ego tirânico; e esse processo de aperfeiçoamento é dolorosamente suave; o que nele há de amargo pertence ao ego físico-mental, à “persona” do homem, sua máscara; o que nele há de suave vem do Eu espiritual, da verdadeira individualidade do homem.

Nenhum homem, depois de gozar da amarga suavidade da disciplina espiritual, estaria disposto a trocar essa vivência pela vida de algum homem profano a nadar num oceano de prazeres. Uma minhoca é feliz quando tem bastante húmus para digerir. Um cavalo é feliz quando tem bastante capim para comer. Uma criança é feliz quando recebe muitos brinquedos para se divertir. A plenificação da potencialidade de um ser é a sua felicidade; se essa potência é pequena, também a felicidade é pequena. Aumentando a potencialidade, cresce a possibilidade de uma felicidade maior. Mas, enquanto não for dinamizada a medida da potência, há no homem um senso de insatisfação, até que essa medida se dinamize. E, com essa dinamização, cresce novamente a potencialidade.

Graças à sua cegueira, o homem profano vive numa horrorosa felicidade.

O principiante das coisas do espirito, que adivinha uma plenitude que se pode possuir, mas ainda não possuída, entra numa zona de inquietude metafísica, que é uma gloriosa infelicidade.

O iniciado, porém, depois de sintonizar o seu humilde querer com o glorioso querer cósmico, sente-se empolgado por uma abundante felicidade.

Texto revisado, extraído do livro O Triunfo da Vida sobre a Morte, págs. 80 a 85

LA SAVIA VITAL DEL ÁRBOL DE CRISTO

La misma savia vital que fluye a través del tronco de un árbol también fluye a través de todas las ramas del árbol. No hay dos principios vitales en el árbol, uno en el tronco y otro en las ramas. La identidad de la vida es absoluta; pero diferente y variada es su manifestación. Esta identidad de vida, sin embargo, no determina la igualdad de la función del tronco y las ramas; ay autonomía individual en todos. El tronco soporta, de las ramas brotan las hojas, flores y frutos, pero la savia que los alimenta es la misma.

Y es precisamente aquí donde comienza el gran misterio de la libertad: el hombre, como individuo consciente y libre, puede actuar en contra del principio universal (vital) de la causa que lo creó, porque la unidad de la esencia permite la diversidad funcional de las existencias, que significa que la rama (el hombre) puede, a pesar de ser parte del árbol (la esencia Universal), ser fructífero o estéril. Todo dependerá de su libre albedrío.

Mientras que el hombre permanezca solo en el símbolo material del árbol, no hay posibilidad de divergencia entre el tronco y las ramas, porque, en el árbol, no hay autonomía individual; es un todo, para una sola función específica, ya que las ramas son simples extensiones del tronco.

Sin embargo, cuando se pasa a lo espiritual simbolizado, existe la posibilidad de diversidad entre el tronco y las ramas, porque en el mundo de los seres conscientes y libres hay suficiente autonomía para actuar; la rama puede oponerse a la acción de la savia vital que circula por el tronco. El hombre puede ser un pecador sin que el elemento divino deje de existir en él, porque el pecado no consiste en la ausencia de Dios, quien, omnipresente, nunca está ausente; el pecado consiste en la ignorancia que el hombre tiene y mantiene de la presencia de Dios. Si Dios estuviera ausente de un solo átomo, ese átomo dejaría de existir, o Dios dejaría de ser dios, ya que no es una Realidad omnipresente. Un Dios que no es omnipresente no es dios, porque es limitado y finito.

La vida divina está en todas las criaturas. En el momento en que la vida divina se identifica plenamente con Dios, dejaría de ser algo individual, distinto de Dios; no sería nada en términos de “existencia” individual, aunque permanecería en la zona del “ser” universal. Todo lo que existe individualmente existe solo por la inmanencia del Ser eterno. Nada puede existir sin estar penetrando en él.

Es posible, por lo tanto, que el hombre sea un pecador, a pesar de la inmanencia de Dios en él. El pecado no consiste en el hecho de que Dios está ausente del pecador, sino en el hecho de que él ignora voluntariamente esa presencia divina y vive como si Dios estuviera ausente.

Cuando alguien está bajo la luz del sol y con los ojos abiertos, el sol está presente para él y él está presente para el sol; cuando cierra los ojos, el sol todavía está presente para él, pero ese hombre está ausente del sol, es decir, objetivamente presente, pero subjetivamente ausente.

El hombre que peca está subjetivamente ausente de Dios, aunque objetivamente permanece presente para Dios, el Dios siempre presente en él.

Esta ausencia subjetiva es lo que es pecado.

Los seres no humanos, aparentemente, no tienen la conciencia suficiente para ausentarse subjetivamente de Dios; por lo tanto, no pueden pecar.

Los seres sobrehumanos, con alta conciencia espiritual, no pecan, porque su alta sabiduría no les permite estar subjetivamente ausentes de Dios; su conciencia intensamente iluminada definitivamente los ha estabilizado en la verdad.

La savia vital del “árbol” de Cristo, cuando circula libremente en sus “ramas” humanas, produce en ellos una fecundidad crística. Y, para producir más y más fruta abundante, estas ramas se purifican o se podan. La poda consiste en eliminar parte de las ramas; por lo tanto, hay una concentración más intensa de la savia del tallo en algunas ramas, que luego producen frutos más vigorosos. La poda hace que la rama “llore” porque es una especie de disciplina dolorosa. Todo hombre que practica la disciplina espiritual sabe lo difícil y doloroso que es, al menos al principio. Es mismo una “poda”. El hombre disciplinado se priva espontáneamente de muchas cosas agradables en las que los indisciplinados se complacen. Mientras que otros se entretienen para divertirse fácilmente y hacer cosas superfluas en la sociedad, el hombre disciplinado a menudo se retira de una intensa concentración mental o meditación espiritual. A los ojos de los profanos, este hombre es lamentable; su vida parece pobreza y monotonía; de hecho, sin embargo, la vida disciplinada es riqueza y armonía. La verdadera felicidad no consiste en la cantidad de placeres que disfruta el hombre, sino en la calidad de disfrute que él disfruta.

Sin embargo, esta sabiduría no es accesible para las personas que no la han probado en sí mismas; solo puedes saber el sabor de un manjar si lo pruebas. Sin embargo, este sabor no proviene de una teoría, sino de la práctica o la experiencia.

Cuando una persona produce fruto por la vivencia intima con la savia vital divina del espíritu de Cristo, se purificará cada vez más de las impurezas de su ego tiránico; y ese proceso de perfeccionamiento es dolorosamente suave; lo que es amargo en él pertenece al ego físico-mental, a la “persona” del hombre, su máscara; lo que en él es blando proviene del ser espiritual, de la verdadera individualidad del hombre.

Ningún hombre, después de disfrutar la amarga suavidad de la disciplina espiritual, estaría dispuesto a intercambiar esa experiencia por la vida de un hombre profano que nada en un océano de placeres. Una lombriz de tierra es feliz cuando tiene suficiente humus para digerir; Un caballo es feliz cuando tiene suficiente hierba para comer; Un niño es feliz cuando recibe muchos juguetes por diversión. La plenitud del potencial de un ser es su felicidad; si ese poder es pequeño, la felicidad también es pequeña. Aumentando el potencial, crece la posibilidad de una mayor felicidad. Pero, hasta que la medida de potencia se dinamice, hay una sensación de insatisfacción en el hombre, hasta que esta medida se dinamice. Y, con este dinamizar, el potencial aumenta nuevamente.

Gracias a su ceguera, el hombre profano vive en una triste felicidad.

El principiante de las cosas del espíritu, que adivina una plenitud que puede ser poseída, pero aún no poseída, entra en un área de inquietud metafísica, que es una infelicidad gloriosa.

El iniciado, sin embargo, después de sintonizar su humilde voluntad con el glorioso deseo cósmico, se queda emocionado por la abundante felicidad.